Eleição trava São Paulo para 2027: Dorival e 5 têm futuro indefinido

Com presidente em fim de mandato e sem dinheiro, clube deve esperar período eleitoral para conversar com técnico e nomes como Lucas Moura e Rafael Toloi


Harry Massis, presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Com uma eleição indefinida pela frente, o São Paulo vê 2026 passar sem conseguir se planejar para a próxima temporada. O clube tem ao menos seis problemas para resolver dentro de campo, além de toda a questão extracampo.

O atual presidente Harry Massis não deve ser o candidato à reeleição, e a situação ainda não escolheu quem concorrerá à presidência no início de dezembro. Dessa forma, e sem dinheiro em caixa, nenhuma negociação de renovação de contrato foi sequer iniciada neste último trimestre.

O técnico Dorival Júnior está entre aqueles com futuro indefinido. O comandante tem contrato apenas até o fim deste ano e não sabe se continua no clube.

– Primeiro precisa ver se as pessoas que estão no São Paulo vão querer que o Dorival fique. Estou aqui para desenvolver um trabalho. Vim aqui pensando em deixar o meu melhor aqui dentro. Não imaginava um ano tão difícil em alguns aspectos. Os resultados não nos satisfazem – disse em entrevista coletiva após a derrota para o Santos.

– Talvez seja um momento que tenhamos que passar. É assim que encaro a vida. Já convivi em outras equipe e situações semelhantes, fomos felizes e nos organizamos. O que vai acontecer depois do final do ano, temos que deixar as pessoas se estabilizarem dentro do clube e verem o que é melhor.

Além do treinador, cinco jogadores têm contrato somente até o final de 2026: o zagueiro Rafael Toloi, o lateral Iago, o meia Cauly e os atacantes Lucas e Artur.

Os casos mais simples são os de Toloi e Lucas, que pertencem ao São Paulo e esperam um movimento do clube para saber se renovam ou não. Já Iago, Cauly e Artur estão emprestados e tem situações mais complexas.

Mais do São Paulo: + Afastado, Enzo Díaz aguarda fim da temporada e quer voltar ao São Paulo em 2027 + Não é só Dorival: técnicos do São Paulo acumulam críticas ao CT e à estrutura do clube

Iago não tem cláusula de compra com valor fixado, ou seja, o São Paulo vai precisar negociar com o Bahia caso queira manter o jogador que hoje é titular do time.

Já Cauly, cedido também pelo Bahia, e Artur, emprestado pelo Botafogo, têm valores fixados. O meia tinha uma cláusula de obrigação de compra, mas não bateu a meta de jogos. O valor era de 2 milhões de euros (R$ 11,2 milhões) por 50% dos direitos econômicos.

A cláusula do atacante é de preferência de compra com valor estipulado de 6 milhões de euros (R$ 36 milhões) por 60% dos direitos econômicos. O clube ainda possui um acordo de “cashback' do salário do jogador de acordo com sua utilização – hoje o montante é dividido entre São Paulo e Botafogo.

Nenhuma negociação está em andamento, já que a tendência é de que Massis viva seus últimos 60 dias na presidência do clube. As eleições estão marcadas para a primeira quinzena de dezembro, e o único candidato oficial até o momento é Marcelo Portugal Gouvêa, pela oposição.



COMENTÁRIOS