De 365 para 52 aplicações por ano: nova insulina de ação semanal é aprovada nos EUA

Produto da Eli Lilly, batizado de Onswik, foi autorizado para controle do diabetes tipo 2

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Novas canetas de insulina devem ganhar o mercado nacional em 2027 (Gece33/E+/Getty Images)

A FDA, a agência regulatória americana, aprovou nesta semana  uma nova insulina de aplicação semanal para o tratamento do diabetes tipo 2. Batizada de Onswik (insulina efsitora alfa-gobe), a substância foi desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly e deve ser usada junto com dieta e exercício físico para controlar o açúcar no sangue.

Para quem hoje aplica insulina basal todos os dias, a promessa é reduzir de cerca de 365 para 52 injeções por ano, segundo a fabricante. A insulina age de forma constante ao longo dos sete dias, mantendo mais estável a glicemia (a quantidade de açúcar no sangue) entre uma aplicação e outra.

A decisão da agência americana se apoiou no programa de estudos QWINT, que reuniu mais de 3.400 adultos com diabetes tipo 2 em quatro ensaios clínicos de fase 3. Em todos eles, a insulina semanal reduziu a hemoglobina glicada, exame que mostra a média de açúcar no sangue nos últimos três meses, de forma equivalente à das insulinas diárias já usadas, como a glargina e a degludeca. Ou seja, a eficácia foi comparável à dos tratamentos já existentes diários.

O perfil de segurança também foi semelhante ao das insulinas diárias nos estudos. A insulina não deve ser usada por quem tem diabetes tipo 1, pelo maior risco de hipoglicemia grave, nem foi ainda estudada em crianças.

Apesar do avanço até o momento, previsão de chegada da Onswik ao Brasil. Ainda não há registro de pedido de avaliação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nos Estados Unidos, a caneta estará disponível nas farmácias nos próximos meses, em duas concentrações.

Mas vale lembrar que o Brasil já tem, no papel, uma insulina semanal aprovada havia mais de um ano: a icodeca, comercializada como Awiqli pela Novo Nordisk, teve registro concedido pela Anvisa em março de 2025, para pacientes adultos com diabetes tipo 1 e tipo 2.

Só que, por enquanto, não há data de lançamento comercial no país; a expectativa é que chegue às farmácias no início de 2027.



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