Educação
De olho no futuro dos filhos, famílias aprovam escola em tempo integral implantada por Reinaldo
Se for eleito, ele vai trabalhar em Brasília para ampliar modelo de ensino; mais de 100 escolas de tempo integral foram implantadas pelo então governador
ASSESSORIA DE IMPRENSA
A rotina começa cedo para muitas famílias de estudantes de escolas em tempo integral de Mato Grosso do Sul. Pais e mães acordam na primeira hora do dia e levam as crianças e adolescentes para a escola antes de seguir para o trabalho. É um movimento repetido todos os dias, mas que carrega uma preocupação que vai muito além das primeiras horas da manhã: garantir aos filhos ao longo do dia a oportunidade para construir o próprio futuro. E é pensando no futuro desses jovens que Reinaldo Azambuja implantou esse tipo de ensino em mais de 100 escolas da Rede Estadual e que vai trabalhar em Brasília para continuar ampliando a oferta de ensino em tempo integral.
Com 350 estudantes de 15 a 17 anos, a Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, na Vila Moreninha l, em Campo Grande, foi uma das primeiras de Mato Grosso do Sul a receber o modelo de ensino em tempo integral implantado em 2016, durante o governo Reinaldo Azambuja. Com a mudança, os alunos passaram a se sentir parte da escola, reduzindo o abandono de 20% para 2%, já no primeiro ano da implantação, e hoje esse índice está abaixo de 1%.
Para os pais, deixar os filhos na escola durante todo o dia representa mais do que ocupar dois períodos com atividades. É uma forma de garantir acompanhamento pedagógico, alimentação, convivência e projetos que contribuem para a formação dos adolescentes, enquanto eles trabalham ou cumprem outras responsabilidades.
É o caso de Sandra Regina, de 45 anos, moradora do Jardim Canguru. Todas as manhãs, ela deixa o filho de 16 anos na escola antes de seguir para o trabalho, no bairro Rita Vieira. Estudante do 1º ano do Ensino Médio na Escola Waldemir Barros, foi o próprio adolescente quem insistiu para ser matriculado no ensino integral. Estudioso e já pensando no futuro, ele pretende cursar Direito. A mãe fala com orgulho sobre o desempenho do filho e a adaptação dele à escola. “Ele é um menino muito estudioso, pelas notas excelentes. Gosta daqui”, afirma Sandra.
A história de Sandra e do filho está intimamente ligada com a da própria escola. Sandra também estudou lá, quando a unidade ainda funcionava em apenas um período. Ela dividia a rotina entre o trabalho e o estudo. “Naquela época, eu tinha que trabalhar e estudar. Estudava à noite e trabalhava de dia. Falei para ele aproveitar e estudar enquanto a gente pode dar o estudo, porque ele precisa se preocupar com o trabalho”, recorda.
Para o contador Márcio Espindola, de 52 anos, o tempo maior dentro da escola também representa uma oportunidade de manter os adolescentes envolvidos com atividades educativas durante boa parte do dia. “Ao invés de ficar em casa, muitas vezes no videogame ou vendo televisão, ela está aqui na escola, tendo o cuidado, a alimentação e o ensino que precisa”, avalia.
Márcio deixa o filho na escola todos os dias antes de seguir para o trabalho. No fim da tarde, a esposa busca o adolescente. A rotina permite que os dois trabalhem sabendo onde o filho está e como está sendo acompanhado. “Qualquer coisa que acontece (na escola), eles entram em contato conosco. Eu acho excelente! Muito bom! Em escolas comuns, o aluno fica até às 11 horas e depois vai para onde? Às vezes nem vai para casa. E hoje os adolescentes estão complicados”, afirma.
O modelo deu tão certo que ele está tendo continuidade na gestão Eduardo Riedel, estando presente em 213 escolas da Rede Estadual de Ensino, com 43 mil alunos vivenciando esse tipo de ensino que melhora o aprendizado.
MAIS DO QUE FICAR NA ESCOLA - Para Gláucia dos Santos Filho Machado, de 46 anos, o modelo contribui diretamente para o desenvolvimento das duas filhas que estudam na Waldemir Barros da Silva. Na avaliação dela, um dos diferenciais está justamente nas atividades desenvolvidas além das aulas tradicionais.
Ela defende a continuidade dos projetos complementares oferecidos pela escola, que ajudam a preencher o período e proporcionam outras experiências aos estudantes. “Eu acho muito positivo. O ensino em tempo integral contribui muito para o desenvolvimento delas. O importante é manter esses projetos, porque eles ocupam esse tempo e fazem diferença para os alunos”, afirma.
INCLUSÃO E PREPARAÇÃO PARA A VIDA - A rotina da dona de casa Lindalva dos Santos é ainda mais ligada à escola. Todos os dias, ela leva o filho de 17 anos, que é autista, para estudar na Waldemir Barros da Silva.
Para ela, além da formação acadêmica, o acompanhamento oferecido pela escola tem papel importante na inclusão do adolescente e na preparação para o futuro. Lindalva acredita que o ensino em tempo integral também ajuda famílias que precisam trabalhar e, ao mesmo tempo, querem garantir que os filhos tenham acompanhamento durante o dia. “Eu acho ótima a escola em tempo integral porque hoje em dia as crianças estão praticamente perdidas. Os pais precisam trabalhar e não dão aquela atenção que a criança precisa. Então, deixar na escola o dia inteiro já é uma ajuda”, afirma.
MODELO COMEÇOU EM CAMPO GRANDE - A Escola Estadual Waldemir Barros da Silva foi uma das primeiras unidades de Mato Grosso do Sul a receber o modelo de ensino em tempo integral, implantado em 2016 durante o governo de Reinaldo, ao lado das escolas Lúcia Martins Coelho, Maria Constança, Emygdio Campos Widal, Amélio de Carvalho Baís e Severino de Queiroz - todas localizadas em Campo Grande.
Na Waldemir Barros da Silva, a discussão sobre o futuro do ensino integral ganha rosto e voz nas famílias que convivem diariamente com o modelo. Para pais como Sandra, Márcio, Gláucia e Lindalva, o tempo maior na escola não significa apenas mais horas de aula, mas a possibilidade de oferecer aos filhos acompanhamento, atividades, alimentação, convivência e preparação para os próximos passos da vida.
MAIS ESCOLAS - Candidato ao Senado, Reinaldo (PL 222), se for eleito, vai buscar em Brasília recursos e apoio para ampliar a oferta de escolas em tempo integral, além de fortalecer o ensino profissionalizante.
“Todos os especialistas dizem que quatro horas na sala de aula é muito pouco. Nós precisamos ter um horário estendido para ter uma melhor qualidade da educação para os alunos. Esse é o modelo que eu defendo, com o aluno mais tempo dentro da escola, trabalhando com mais tecnologia, mais inovação, com os laboratórios de ciências que colocamos, com robótica e as salas de informática, em um ambiente seguro e, principalmente, melhorando o aprendizado. Se deu certo aqui em Mato Grosso do Sul, tenho certeza de que vai dar certo no Brasil”, finalizou.
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