Dengue exige atenção em Mato Grosso do Sul; municípios e população precisam reforçar os cuidados

Doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti pode evoluir para quadros graves e até levar à morte. Eliminar água parada continua sendo uma das principais formas de prevenção.

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Foto: Divulgação

A dengue continua sendo uma preocupação de saúde pública em Mato Grosso do Sul e exige atenção permanente por parte das autoridades e da população. Mesmo com a redução da circulação da doença em determinados períodos, o mosquito Aedes aegypti permanece presente nos municípios e pode voltar a provocar aumento de casos quando encontra condições favoráveis para sua reprodução.

De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), o Mato Grosso do Sul contabilizava, no boletim epidemiológico da Semana 24 de 2026, 5.010 casos prováveis de dengue, 1.279 casos confirmados e dois óbitos em investigação. Os números são parciais e podem sofrer alterações conforme os municípios atualizam as notificações.

A SES mantém a publicação dos boletins epidemiológicos para acompanhar a situação da dengue no Estado. O boletim da Semana 25 foi publicado em 2 de julho de 2026.

Municípios também precisam manter o alerta O combate à dengue não depende apenas das ações realizadas pelo Governo do Estado. Cada prefeitura tem papel fundamental na fiscalização, orientação da população, eliminação de criadouros, limpeza urbana e acompanhamento dos casos.

Um levantamento realizado pela SES em janeiro de 2026 mostrou que alguns municípios apresentavam índices elevados de infestação pelo Aedes aegypti. Rio Negro registrou índice de 8,80, Paranhos 8,20, Eldorado 7,00, Terenos 6,20 e Santa Rita do Pardo 6,00, classificados como municípios de alto risco. Maracaju, Vicentina e Naviraí também apresentaram índices que exigiam atenção.

O levantamento também mostrou que municípios classificados com índice zero não devem abandonar a vigilância. Segundo a SES, os resultados precisam ser avaliados junto com outros indicadores de monitoramento, como as ovitrampas, utilizadas para detectar a presença do mosquito.

Isso significa que nenhum município deve considerar a dengue um problema resolvido. A prevenção precisa continuar durante todo o ano.

Pequenos recipientes podem se transformar em grandes problemas O mosquito Aedes aegypti se reproduz em recipientes que acumulam água. Por isso, vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d'água, calhas, ralos, piscinas e outros objetos que possam acumular água devem ser constantemente vistoriados.

Uma simples tampinha, um recipiente abandonado no quintal ou uma calha entupida podem se transformar em criadouro.

Por isso, a orientação é que cada morador reserve alguns minutos por semana para fazer uma vistoria dentro de casa, no quintal e nos terrenos.

Cuidados que ajudam a evitar a dengue Entre as principais medidas estão:

Não deixar água acumulada em recipientes; Manter caixas d'água sempre bem tampadas; Limpar calhas e ralos; Guardar pneus em local coberto ou descartá-los corretamente; Virar garrafas e recipientes de cabeça para baixo; Manter piscinas tratadas; Retirar folhas, lixo e objetos que possam acumular água; Limpar os recipientes de água dos animais; Evitar o descarte irregular de lixo e entulho; Permitir a entrada dos agentes de endemias durante as visitas de fiscalização. A prevenção dentro de cada residência contribui diretamente para a proteção de toda a comunidade.

Sintomas não devem ser ignorados A dengue pode causar febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos, fraqueza, náuseas e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, porém, a doença pode evoluir para formas graves.

Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, fraqueza intensa ou piora repentina devem receber atenção médica.

A recomendação das autoridades de saúde é evitar a automedicação e procurar uma unidade de saúde quando surgirem sintomas compatíveis com dengue.

Vacinação também faz parte da prevenção A vacinação é mais uma ferramenta disponível contra a dengue. A SES informa que a vacinação é direcionada, dentro da estratégia adotada pelo Estado, principalmente para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra importante número de hospitalizações por dengue entre os mais jovens.

As famílias devem procurar a unidade de saúde do município para verificar a disponibilidade da vacina e se a criança ou adolescente está dentro do público indicado para receber as doses.

O combate precisa ser coletivo O enfrentamento da dengue depende da união entre Estado, prefeituras e moradores. As equipes de saúde precisam intensificar o monitoramento e o combate aos focos, enquanto cada cidadão deve fazer a sua parte dentro de casa.

A dengue não escolhe bairro, idade ou condição social. Um criadouro encontrado em uma residência pode contribuir para a circulação do mosquito em toda a vizinhança.

Por isso, o alerta é simples: não espere aparecer um caso na sua rua para começar a cuidar do seu quintal.

Eliminar a água parada, permitir o trabalho dos agentes de endemias, procurar atendimento diante dos sintomas e seguir as orientações das autoridades de saúde são atitudes que ajudam a proteger famílias inteiras.

A prevenção começa em casa, mas a responsabilidade é de todos.



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