80 milhões de eleitores ainda não escolheram um candidato à Presidência

Eles são donos de pouco mais da metade (51%) dos votos. Candidatos favoritos ainda têm mais rejeição do que preferência

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Urnas eletrônicas — (Heuler Andrey/AFP)

A oito semanas da primeira rodada de votação, 80 milhões de eleitores ainda não escolheram um candidato à presidência da República. Eles são donos de pouco mais da metade (51%) dos votos, demonstra pesquisa da Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (5/8).

Lula continua onde está há meses: praticamente estagnado, imobilizado, no patamar de 40% entre aqueles que já se definiram por algum candidato. Acompanha-o Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, seu adversário mais destacado nas sondagens, que oscila na faixa dos 30%. Juntos, continuam concentrando sete em cada dez das intenções de voto declarados para o primeiro turno.

Ambos se mantêm na disputa com mais rejeição (acima de 52%) do que preferência. Se nada mudar, devem atravessar os próximos dois meses numa disputa cada vez mais apertada e em terreno instável, onde a repercussão de tramas policialescas no governo e na oposição pode mudar tendências de voto.

Os candidatos favoritos até agora não deram ao eleitorado pistas sobre os planos de governo. Não se sabe, por exemplo, como Lula ou Flávio Bolsonaro planejam para a segurança pública ou ainda para a administração do aumento na dívida pública.

É possível que comecem apresentar suas ideias a partir da próxima semana, quando começa o período de debates e de propaganda partidária.

É etapa valiosa para os demais candidatos. Desconhecidos para cerca de metade do eleitorado, devem batalhar pela conquista dos indecisos e lutar para parte dos que já se alinharam aos líderes nas pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro.

Resta pouco tempo, apenas 60 dias, para eventuais mudanças no cenário de apatia que está aí. Em parte, isso se deve às limitações impostas pelos partidos à renovação no governo e no Legislativo.

É notável, também, o contraste entre a paisagem de chapas eleitorais predominantemente masculina e um eleitorado de expressiva maioria feminina.

As mulheres são decisivas. Têm quase nove milhões de votos a mais que os homens. Isso equivale ao total de votos disponíveis na capital paulista, o maior colégio eleitoral.



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