52% dizem que proibição de visitas a Bolsonaro é errada

Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai após o senador divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente com mensagem de apoio à sua candidatura.


Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/ Jornal Nacional, Luiz Silveira/STF, Miguel Schincariol / AFP

Pesquisa Quaest mostra que 52% consideram errada a proibição temporária de visitas a Jair Bolsonaro, enquanto 41% avaliam a decisão como certa e 7% não responderam.

Antes de avaliar a medida, 53% disseram que já conheciam a restrição imposta a Flávio Bolsonaro, e 47% souberam dela durante a entrevista.

A proibição é considerada errada por 92% dos bolsonaristas e 83% da direita não bolsonarista; entre os independentes, o índice é de 50%.

Já 70% dos lulistas e 73% dos entrevistados de esquerda não lulista consideram correta a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto; a margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra que, para 52% dos entrevistados, está errada a decisão de proibir visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por um período. Outros 41% consideram a medida certa, e 7% não souberam ou não responderam.

A pergunta foi feita após os entrevistados serem informados de que Flávio Bolsonaro (PL) estava proibido de visitar o pai.

Veja os números: Decisão está errada: 52%Decisão está certa: 41%Não sabem/não responderam: 7%

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

Antes de avaliar a decisão, os entrevistados foram questionados se já sabiam que Flávio estava proibido de visitar o pai. Ao todo, 53% disseram que já tinham conhecimento da restrição, enquanto 47% afirmaram que ficaram sabendo naquele momento.

Veja os números: Já sabiam da proibição: 53%Ficaram sabendo naquele momento: 47%

Diferença por posicionamento político

A avaliação da decisão varia de acordo com o posicionamento político dos entrevistados. Entre os bolsonaristas, 92% consideram a proibição errada. O percentual é de 83% entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas.

No campo da esquerda, a percepção é inversa: 70% dos lulistas e 73% dos entrevistados de esquerda que não se declaram lulistas consideram a decisão correta.

Entre os eleitores independentes, 50% consideram errada a decisão de proibir as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, 39% avaliam que a medida está certa e 11% não souberam ou não responderam.

Veja os números por posicionamento: Lulistas: 70% consideram certa; 25%, errada; 5% não sabem ou não responderamEsquerda não lulista: 73% consideram certa; 21%, errada; 6% não sabem ou não responderamIndependentes: 39% consideram certa; 50%, errada; 11% não sabem ou não responderamDireita não bolsonarista: 15% consideram certa; 83%, errada; 2% não sabem ou não responderamBolsonaristas: 7% consideram certa; 92%, errada; 1% não sabe ou não respondeu

Entenda a proibição

Em 13 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai. A medida foi tomada depois que o senador leu, em uma transmissão pela internet, uma carta escrita pelo ex-presidente e posteriormente divulgada nas redes sociais.

No documento, Jair Bolsonaro defendia a união de seus apoiadores em torno da candidatura do filho à Presidência. Para Moraes, Flávio utilizou o direito de visita para retirar da residência uma mensagem destinada à divulgação pública, permitindo que o pai contornasse a proibição de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.

Em 17 de julho, Moraes manteve a restrição contra Flávio e suspendeu por 30 dias as demais visitas ao ex-presidente, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas. Também proibiu encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições e a divulgação de novos manifestos de Bolsonaro.

A defesa recorreu e afirmou que a medida é desproporcional. Os advogados sustentam que Bolsonaro não sabia como a carta seria divulgada e pedem que Flávio volte a visitá-lo como filho ou, ao menos, possa encontrá-lo reservadamente como advogado.

Na terça-feira (4), Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste em até cinco dias sobre o recurso. Se o ministro não reconsiderar a decisão, a defesa pede que o caso seja analisado pela Primeira Turma do STF.



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