Câmara decreta luto de três dias por morte de Alcides Bernal

Ato da Presidência foi publicado após uma nota de pesar

FERNANDA PALHETA / CAMPO GRANDE NEWS


A Câmara Municipal de Campo Grande decretou luto de três dias pela morte do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na véspera de seu aniversário.

O decreto, assinado pelo presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), prevê o hasteamento das bandeiras a meio-mastro.

O ato da Presidência foi publicado minutos após uma nota de pesar que retoma a trajetória política de Bernal e se solidariza com familiares e amigos, mas não cita o envolvimento do ex-prefeito com o assassinato do fiscal tributário aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.

Ao Campo Grande News o tucano afirmou que o luto foi decretado por Bernal ter sido uma autoridade.

O fiscal tributário aposentado foi morto com dois tiros por Bernal em março deste ano, ao entrar na casa do ex-prefeito, localizada na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados , acompanhado de um chaveiro para tomar posse da casa, adquirida após procedimento ligado à CEF (Caixa Econômica Federal), que havia retomado o imóvel de Bernal por dívida de financiamento.

Alcides Bernal estava preso desde 24 de março de 2026, quando se entregou à polícia após a morte de Mazzini. A prisão preventiva foi decretada no dia seguinte, 25 de março.

O ex-prefeito foi hospitalizado duas vezes desde a semana passada devido a problemas cardíacos. No sábado, ele foi internado na ala vermelha da Santa Casa, em estado de grande fragilidade e com a pressão arterial muito baixa.

A morte ocorreu na madrugada desta segunda-feira. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que fazia a escolta de Bernal, e pelo seu advogado de defesa, Wilton Acosta. Recentemente, o ex-prefeito passou por dois cateterismos e por uma cirurgia cardíaca.

Até o momento, a Prefeitura de Campo Grande não se pronunciou sobre a morte do ex-prefeito. A reportagem procurou o Executivo mas não teve retorno até a publicação da matéria.



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