Mãe e padrasto de bebê que morreu após agressões ficarão presos


Foto: Divulgação

A Justiça decidiu manter presos a mãe e o padrasto do bebê de 1 ano e 8 meses que morreu após dar entrada com sinais de agressão em um hospital de Campo Grande. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, dia 30 de abril, quando a prisão em flagrante do casal foi convertida em prisão preventiva.

O bebê havia sido internado na Santa Casa na terça-feira (28), com lesões graves e indícios de violência sexual. Ele não resistiu e morreu nesta quinta, o que agravou ainda mais a situação dos investigados.

Com a conversão da prisão, os dois devem permanecer detidos enquanto o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. A medida é usada quando a Justiça entende que há necessidade de garantir a ordem pública ou evitar interferência nas investigações.

Investigação em andamento

A mãe e o padrasto são investigados por crimes como maus-tratos, lesão corporal, omissão de socorro e estupro de vulnerável. Com a morte da criança, a apuração pode avançar para incluir outros crimes mais graves, a depender do resultado dos laudos periciais.

Segundo o Conselho Tutelar, não havia registros anteriores de acompanhamento da família. O caso só chegou ao conhecimento das autoridades após o hospital identificar sinais de violência e acionar os órgãos responsáveis.

Durante o atendimento, a mãe apresentou versões consideradas inconsistentes sobre o que teria acontecido com o filho. Inicialmente, afirmou que a criança caiu e bateu a cabeça, mas não soube explicar outras lesões.

Contradições e falta de acompanhamento

Ainda conforme o Conselho Tutelar, a mãe também apresentou informações divergentes sobre atendimentos médicos anteriores. Em um primeiro momento, disse que havia levado o bebê ao médico devido a uma gripe, mas depois afirmou que não chegou a ser atendida.

As equipes também identificaram que a criança não tinha acompanhamento regular de saúde e estava com a vacinação atrasada até o início deste ano.

Outro ponto que chamou atenção foi o relato de um vizinho à polícia, que disse ter conhecimento de possíveis agressões, mas não fez denúncia.

Próximos passos

O caso segue sob investigação e aguarda resultados de exames periciais que devem esclarecer a causa da morte e a extensão das lesões. A Polícia Civil também apura as circunstâncias em que o bebê vivia e a possível responsabilidade dos envolvidos.

Com a prisão preventiva decretada, mãe e padrasto devem permanecer à disposição da Justiça enquanto o inquérito é concluído.



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