A crítica de Eduardo Paes sobre suposta 'disputa de protagonismo' na crise de segurança do Rio

O prefeito disse estar preocupado com a discussão porque, segundo ele, há debates atualmente “inconsequentes' e “absolutamente sem sentido'

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Foto: Mauro Pimentel / AFP

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), aproveitou um evento do Grupo Espera Brasil na capital fluminense, neste sábado 29, para criticar o que considera “disputa de protagonismo' sobre a crise de segurança no Estado. O gestor afirmou estar preocupado com a discussão porque, segundo ele, há debates atualmente “inconsequentes' e “absolutamente sem sentido'.

“O Brasil está vivendo, neste momento — mais uma vez, nós somos especialistas nisso —, um debate absolutamente sem sentido sobre segurança pública. Há uma certa disputa de protagonismo nesse tema agora, muito a partir da operação de segurança que aconteceu recentemente', explicou o pessedista ao discursar no Seminário Esfera Rio de Janeiro 2025.

A ação à qual Paes fez referência foi a mais mortífera da história do Rio, com 121 mortos.

Para o prefeito, tanto as operações do governo federal quanto as do governo estadual são importantes para combater o crescimento das facções criminosas. “O que não dá para aceitar é essa justificativa permanente de que há um problema social, é quase que como se fosse um direito do sujeito portar um fuzil', completou Paes.

Na sequência, ele defendeu a reação do Estado quando confrontado. “O Estado nunca tem que buscar matar os outros. Mas se o Estado é enfrentado, só o Estado tem direito de inclusive acabar com a violência', completou.

Além disso, ponderou que o Rio, embora tenha “gravíssimo problema de segurança', não é a capital mais violenta do país. Segundo ele, “tem 19 capitais mais violentas na nossa frente', mas a cidade acaba atraindo mais atenção e tensão nos debates nacionais.

O prefeito também mencionou operações recentes em São Paulo e disse que criminosos que “se travestem de homens e mulheres no mercado financeiro' precisam ser presos. “É inaceitável que a gente não combata essa criminalidade absurda que nos cega o direito de viver, nos tira a liberdade', disse, declarando que o morador de favela sofre mais com a violência do que as elites.



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