Esportes
Alejandro Domínguez é reeleito presidente da Conmebol para último mandato
Em seu último ciclo no comando da entidade, o dirigente estará à frente da Copa do Mundo feminina de 2027, no Brasil, e dos jogos preliminares da Copa de 2030, na Argentina, Uruguai e Paraguai
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
O paraguaio Alejandro Domínguez foi reeleito presidente da Conmebol para seu quarto e último mandato, que vai de abril de 2027 a abril de 2031. A eleição foi realizada nesta quinta-feira, durante o 81º congresso extraordinário da entidade, em Luque, no Paraguai. O pleito da Conmebol estava previsto para 2026, mas foi antecipado em um ano pela entidade.
Domínguez não teve concorrentes e foi eleito por unanimidade pelos presidentes da confederações da América do Sul.
- Aqui vão encontrar criatividade, inovação e sobretudo estabilidade. Nossos pilares são transparência, honestidade - afirmou Domínguez.
- Obrigado por me permitirem ser presidente da Conmebol. Se renovam minhas intenções, Ânimo e ambição. Não é um projeto pessoal, mas de equipe. Aqui temos que jogar tudo. Que o futebol sul-americano continue conquistando, pela mão de vocês, todo o mundo - completou.
Em seu discurso, Domínguez também prometeu mais fiscalização sobre os gastos dos clubes sul-americanos.
- O próximo passo com tudo que estamos fazendo juntos é inovar e implementar o fair play financeiro. É tempo que a história mude. Não queremos clubes endeusados, queremos clubes fortes, jogadores que recebam em tempo. Queremos que se invista o dinheiro no logística que vai assegurar o futuro - afirmou.
Com o caminho pavimentado para a reeleição, Domínguez e a Conmebol prepararam com antecedência a celebração. O evento foi aberto por um pastor evangélico e também contou com as felicitações do presidente do Paraguai, Santiago Peña. Outras autoridades, dirigentes e ex-jogadores também compuseram a cerimônia.
Samir Xaud, recém-eleito para o comando da CBF, representou o Brasil na eleição. O dirigente elogiou a gestão do Domínguez.
- Quero parabenizar o presidente Alejandro pelo trabalho intenso pelo futebol sul-americano. Sou o presidente mais novo do Brasil, eleito há pouco tempo e venho com a missão de mudar o futebol brasileiro para melhor e contribuir com todo o futebol sul-americano. Agradeço a recepção do senhor e de cada presidente, me receberam de braços abertos e dizer que a Confederação Brasileira de Futebol vai andar junto, de mãos dadas, para melhor o futebol sul-americano e mundial - disse Xaud, em declaração feita logo após o resultado.
Em seu último ciclo no cargo, o dirigente estará à frente da entidade em dois grandes eventos: a Copa do Mundo feminina de 2027, no Brasil, e os jogos preliminares da Copa de 2030, na Argentina, Uruguai e Paraguai.
O Mundial de 2027 será o primeiro feminino disputado na América do Sul e terá três países do guarda-chuva da Conmebol classificados de forma direta.
Espanha, Portugal e Marrocos serão as sedes oficiais da Copa de 2030. Mas os países sul-americanos receberão, cada qual, uma partida do torneio, em celebração dos cem anos do primeiro Mundial, realizado no Uruguai, em 1930. Esses jogos serão disputados na semana anterior à abertura oficial da Copa.
Dominguez está no comando da Conmebol desde 2016, após vir à tona um grande esquema de corrupção conhecido como "Caso Fifa". Os três presidentes anteriores – Juan Angal Napout, Eugenio Figueredo e Niocolas Leoz – foram presos como consequência da maior investigação contra corrupção no futebol mundial.
Em março deste ano, o dirigente foi alvo de duras críticas de dirigentes do futebol e até do governo brasileiro por comparar os clubes do país a um macaco. A declaração foi feita em entrevista durante a cerimônia de sorteio da Libertadores e da Sul-Americana. Questionado se imaginava a Libertadores sem os clubes brasileiros, ele respondeu que "seria como o Tarzan sem a Chita".
Momentos antes, Domínguez havia feito um discurso contra o racismo no futebol sul-americano. Após a repercussão negativa da entrevista, o dirigente se desculpou pela comparação.
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