Esportes
Caixinha ganha sobrevida, mas vê pressão aumentar no Santos
Treinador segue em situação delicada no clube, especialmente depois de escolher repetir, contra o Bahia, escalação de titulares que perdeu para o Vasco
CVNEWS/GE
O empate do Santos contra o Bahia na Vila Belmiro deu uma sobrevida a Pedro Caixinha, mas não serviu para aliviar a pressão sobre o treinador, que segue em situação delicada no clube. Ele tem, a partir desta terça-feira, mais uma semana cheia de treinamentos para mostrar resultado.
Uma eventual derrota contra o Fluminense, no Maracanã, no próximo domingo, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, pode levar à demissão de Caixinha.
Internamente, pesou contra Caixinha a decisão de repetir, contra o Bahia, a escalação que começou o jogo contra o Vasco, na qual a equipe levou uma virada em uma derrota classificada como inadmissível pelo presidente Marcelo Teixeira.
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Integrantes da diretoria consideram que o treinador errou em repetir os 11 titulares, com Soteldo no banco de reservas.
Contra o Vasco, o venezuelano não jogou por dores no músculo adutor da perna direita. Ele estava fisicamente recuperado para enfrentar o Bahia, mas Caixinha optou por deixá-lo como reserva.
— Aquele grupo que estava em campo, os 11 que iniciaram aquele jogo (contra o Vasco) e que voltamos a repeti-lo (contra o Bahia), tinha o orgulho ferido, tinha um aprendizado claro em relação a isso. E eu quis mesmo reforçar essa situação. Foi um dos pontos pelos quais eu comecei, em termos daquilo que é uma imagem de marca — explicou Caixinha.
No segundo tempo, o treinador fez mudanças no elenco, promovendo as entradas de Soteldo e Thaciano. O time melhorou e chegou a virar o placar para 2 a 1 - com gols de Thaciano e de Diego Pituca, outro jogador que entrou depois de começar a partida no banco. O Bahia conseguiu o empate nos acréscimos.
Guilherme, que vem sendo muito contestado, novamente iniciou como titular e só saiu nos minutos finais, após o empate do Bahia - outra decisão de Caixinha bastante questionada.
O próprio treinador admitiu que o time jogou melhor no segundo tempo, depois das substituições, com maior presença de área e saída de Álvaro Barreal, que não repetiu a boa performance da rodada inicial.
— O Bahia é uma equipe que se tem que defender muito bem por dentro e atacar por fora. Nós fizemos isso majoritariamente bem, aqui e ali, mas o que nos faltou na primeira parte, presença da área e jogar por fora, tivemos de sobra na segunda parte, por isso que fizemos o jogo que fizemos na segunda parte.
Para enfrentar o Fluminense, o Santos terá uma semana inteira para trabalhar, assim como teve contra o Bahia. Serão cinco dias de jogos antes da viagem para o Rio de Janeiro.
O técnico contará, nesta semana, com o retorno de Neymar, recuperado de uma lesão muscular na coxa esquerda, depois de um mês afastado.
É a chance, talvez a última, para que Caixinha possa fazer o Peixe apresentar os resultados desejados pelo clube, que almeja estar no meio da tabela e se classificar para uma competição internacional novamente.
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