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Ano novo, problema antigo: Fluminense volta a ter dificuldade para fazer gols em 2025
No ano passado, time teve pior temporada no século em número de gols; este ano, marcou só dois sem cobranças de pênaltis
CVNEWS/GE
Ano novo, problema antigo! O ano de 2025 começou para o Fluminense com o time sofrendo da mesma dificuldade que culminou em uma temporada ruim em 2024: o baixo número de gols. Neste momento, dos quatro grandes que disputam o Carioca, o Tricolor é o time que menos balançou a rede. Com apenas seis jogos disputados, ainda é cedo para grandes preocupações.
No ano passado, porém, a equipe teve a temporada com menor número de gols neste século. Com a escassez de gols, o time liga o alerta neste começo de 2025.
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Piores temporadas em números de gols desde 2001
2024 - 73 gols2018 - 76 gols2020 - 78 gols
Neste momento, o Fluminense disputou seis jogos em 2025 e tem cinco gols marcados - três deles em cobranças de pênaltis. Somente dois aconteceram com bola rolando. Para comparação, neste momento, Vasco e Botafogo fizeram nove gols cada nos mesmos seis jogos disputados no estadual. Enquanto o Flamengo tem 12 no mesmo número de jogos. Os rivais também iniciaram a competição poupando titulares, assim como o Flu.
O número de gols do Fluminense é um dos piores do estadual como um todo. O Tricolor só marcou mais gols no Carioca do que Boavista e Madureira, que marcaram quatro vezes na competição. E o lanterna Bangu, que só fez um gol até aqui.
Se no ano passado o Fluminense sofreu com a ausência de gols de atacantes, este ano, Cano vem conseguindo corresponder. O argentino tem três gols marcados em três jogos - dois deles em cobranças de pênaltis. Mas o setor criativo vem pesando.
Números do Fluminense em 2025
Seis jogosUma vitóriaTrês empatesDuas derrotasCinco gols marcadosCinco gols sofridos
Com a falta de gols que acompanha o Fluminense desde o ano passado, o ge convidou os comentaristas do Grupo Globo, Marcelo Raed e Rodrigo Coutinho, para analisarem a escassez ofensiva tricolor.
Fala, Marcelo Raed!
"Não existe uma fórmula exata, mas tenho uma percepção: geralmente times dirigidos pelo Mano Menezes chegam com menos velocidade e poucos jogadores no ataque. Acho que a questão pode passar por aí. Mano sempre priorizou o equilíbrio no ataque, menos riscos se perder a bola, e isso reflete na qualidade das oportunidades criadas. Fora que os últimos grandes times dirigidos pelo Mano precisavam muito da questão física, e ainda estamos em início de temporada.
Outro ponto, no último jogo vimos um Fluminense marcando alto, mas com espaços e facilidade para ter as linhas quebradas. Isso aí também interfere: um time que os atacantes precisam correr pra trás desgasta na hora de criar e aproveitar oportunidades".
Fala, Rodrigo Coutinho!
"Primeiro eu acho que é um período de observação ainda muito curto para tirar alguma conclusão, mesmo que no ano passado, com o mesmo treinador, o time tenha tido essa dificuldade. Aliás, com os dois treinadores (Diniz e Mano) teve, acho que por motivos diferentes. Acho que no ano passado teve a dificuldade com o Diniz, que era levar a bola ao campo de ataque, até as proximidades da área adversária, dentro daquele modelo dele de gerar superioridade em cada setor que o time tinha a bola, Muitas vezes o time perdia a bola no campo de defesa porque não conseguia fazer os movimentos corretos, não ganhou a confiança para arriscar do jeito que ele gosta. Foi perdendo isso ao longo da temporada e aí culminou na demissão. Na situação que o time estava quando o Mano assumiu, tem uma mudança brusca de forma de jogar, de entender o futebol. A saída de bola, os movimentos dos jogadores em campo, posicionamento, ocupação de espaço, tudo isso mudou. E quando você muda de uma forma tão brusca, principalmente com vários jogadores que talvez não tivessem ali o jeito, a característica de jogo que o novo treinador gostava, é natural você ter dificuldade. Sobretudo quando o Mano está em andamento, você já está pressionado em busca de se livrar do rebaixamento. Enfim, tem uma série de somatórios ali que ajudam a explicar os problemas ofensivos do Fluminense do ano passado. Fase ruim de alguns jogadores também. O Cano, por exemplo, não conseguiu se colocar em um nível competitivo. E assim como ele, vários outros né problemas de lesão que o time teve também por aí vai
Nesta temporada eu sinceramente acho que o problema maior do Fluminense até aqui não tem sido exatamente ofensivo não nos dois jogos que a gente pode analisar. Acho que são dois jogos para analisarmos porque é o jogo da Portuguesa e o clássico como Botafogo, são os jogos que ali o Fluminense jogou mais perto do time titular. Eu acho que o time não conseguiu ter organização em várias frentes do jogo. Contra a Portuguesa acho que marcou muito mal também no primeiro tempo, tanto que o Fábio saiu ali do primeiro tempo como herói.
Se não fosse ele, a Portuguesa estaria ganhando ou teria até mesmo empatado o jogo. E contra o Botafogo a mesma coisa, demorou a acertar, compactar setor, ajustar pressão na bola, a entender o posicionamento correto. O Botafogo aproveitou muito isso. O Fluminense, depois que se ajustou, não conseguia ter volume perto da área adversária, chegar ao ataque com muita gente, muitas decisões erradas, muitos erros técnicos. Então são coisas que pra mim combinam com o início de temporada, são naturais, melhor dizer, no início de temporada que do jeito que tá acontecendo aí.
Já não era um time pronto no ano passado. Mudou jogadores, o time tá tentando evoluir dentro desse sentido, então assim, ainda acho prematuro fazer essa análise, mas é natural que o time tenha essa dificuldade neste momento. É claro que a gente vai seguir com o tema e, daqui algumas semanas, ter uma posição mais concreta, e explicar os porquês, mas até esse momento eu vejo dessa forma".