Thiago Monteiro garante vaga nas Olimpíadas de Paris 2024

Tenista brasileiro se classifica após ficar na lista de espera graças ao bronze conquistado no Pan-Americano de Santiago, no ano passado; entenda

CVNEWS/REDAçãO GE


Campeã mundial aos 11 anos! A base vem forte no tênis de mesa goiano

O crescimento do Sesc RJ Flamengo na Superliga feminina de vôlei passa pela boa fase da levantadora Giovana. A atleta de 28 anos assumiu a titularidade no elenco do técnico Bernardinho no decorrer da temporada e ajudou a equipe a superar um momento de instabilidade no campeonato. Com quatro vitórias consecutivas, o grupo carioca mostra que está vivo na competição, apesar da dificuldade de enfrentar equipes com alto poder de investimento. Com o triunfo sobre o Country Club Valinhos na última quinta-feira por 3 a 0, no Rio de Janeiro, o Sesc RJ Flamengo aparece na quinta colocação na tabela, com 34 pontos, mesmo número que o Osasco/São Cristóvão Saúde, quarto colocado. Antes, Giovana e companhia haviam batido o forte Sesi Vôlei Bauru (3 a 2), Fluminense (3 a 0) e Maringá (3 a 0). A levantadora mais uma vez foi importante para a equipe no duelo contra Valinhos, com direito a quatro aces. Mas no final, uma cena assustou os torcedores. O placar anotava 24 a 21 para o Sesc RJ Flamengo no terceiro e último set da partida, quando Giovana sofreu uma queda ao tentar levantar uma bola e bateu com a lombar no chão. Ela deixou a quadra em uma cadeira de rodas, com fortes dores, mas realizou exames que não apontaram nenhum problema. - Estou bem. Foi só um susto, graças a Deus! Senti a lombar, mas foi apenas a dor da pancada - contou a levantadora, consciente de que ainda há falhas a serem corrigidas, mas satisfeita com a evolução do grupo dia após dia. - Nosso time se encontrou em quadra. Ganhamos confiança com as vitórias que conquistamos, e o melhor é que conseguimos manter um padrão de jogo do começo ao fim. Estamos trabalhando muito firmes para chegar muito bem aos playoffs, com essa constância de jogo e assim pensar mais alto - afirmou a atleta. Em 2014/2015, Giovana foi contratada pelo time carioca, que era chamado de Rexona-Ades, para ser a terceira levantadora. O grupo tinha na posição nomes consagrados, como a campeã olímpica Fofão e Roberta, hoje na Seleção Brasileira. Oito anos depois, a paulista está de volta ao clube e na condição de titular. - Eu estou muito feliz de vestir essa camisa, sempre foi um sonho profissional meu voltar para esse clube e ter a oportunidade de mostrar meu trabalho. É muito gratificante e emocionante toda vez que entro em quadra. Um dos meus maiores sonhos eu conquistei, que era voltar a treinar com o Bernardinho e sua comissão e jogar em alto nível - afirmou a jogadora, animada com a sequência de resultados positivos após um início difícil de Superliga. - Nós criamos oportunidades de ganhar o jogo contra todos os times, mas no momento de fechar, batemos na trave, erramos em excesso e isso acabou custando a vitória. Mas continuamos trabalhando, e os resultados começaram a aparecer. Isso é mérito do grupo todo, que não desistiu em nenhum momento. Estamos juntas no objetivo - contou Giovana, que é agenciada pela ProSports. Paulista de Jundiaí, mas apaixonada pelo Rio de Janeiro, Giovana está feliz na cidade. Ela defendeu o Fluminense por quatro temporadas, entre 2017 e 2021. - Eu amo o Rio, é uma cidade maravilhosa! Sou apaixonada. Gosto muito de praia e de calor, embora aqui seja até demais (risos) - diz a paulista, satisfeita com o amadurecimento que a passagem pelo Tricolor proporcionou a ela. - Eu amadureci muito no Fluminense. Vivi momentos muito bons, mas também tive outros muito ruins, quando precisei buscar uma força que eu nem sabia que existia dentro de mim. Isso só me fez crescer mais ainda como atleta.

Além de Bia Haddad Maia e Luisa Stefani, o Brasil tem mais um brasileiro garantido nos Jogos de Paris 2024. Nesta quinta-feira, a ITF (Federação Internacional de Tênis) confirmou a participação do cearense Thiago Monteiro (79º colocado no ranking mundial) no evento, que acontece de 26 de julho a 11 de agosto.

Thiago Monteiro garantiu a vaga com o bronze conquistado nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no ano passado. O campeão do torneio, Facundo Diaz Acosta, não conseguiu a classificação uma vez que a Argentina já excedeu o limite de atletas na categoria. O chileno Tomás Barrios Vera, medalhista de bronze, já havia garantido a vaga pelo ranking.

Aos 30 anos, pode-se dizer que Monteiro vive um momento importante na carreira profissional dele. No mês passado, pela primeira vez na carreira, ele chegou até as oitavas de final de um Masters 1000, em Roma. Feito inalcançável pelo tênis masculino do Brasil há oito anos. Ele perdeu para o chinês Zhang Zhizhen, atual 42º colocado no ranking, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/4) e 6/3. Thiago começou a temporada 2024 em 122º lugar no ranking mundial. Atualmente, saltou para 79º.

Depois do Aberto de Roma, o cearense disputou Roland Garros, competição que deixou na primeira rodada após ser derrotado por 3 sets a 1, com parciais de 2/6, 1/6, 6/4 e 5/7, para o sérvio Miomir Kecmanovic, atual 54º colocado no ranking.

Bia Haddad Maia e Luisa Stefani

A confirmação da vaga de Bia Haddad Maia aconteceu após a Federação Internacional de Tênis (ITF) anunciar, nesta quarta-feira, os tenistas classificados pelo ranking de simples, no qual Bia ocupa a 20ª posição. Além dela, Laura Pigossi também é outra representante brasileira já garantida entre as mulheres, vaga confirmada ainda no ano passado, quando a medalhista de bronze olímpica de Tóquio foi ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santiago.

Além dos três atletas, mais brasileiros podem entrar na competição com a lista definitiva, a ser divulgada pela ITF em 2 de julho. No mesmo dia serão anunciados também os atletas que disputarão as chaves de duplas masculina, feminina e mista. A definição dos duplistas é feita pelos capitães das equipes, Jaime Oncins (masculina) e Luiz Peniza (feminina).

Na última edição dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, no Japão, a delegação brasileira fez história na modalidade com Pigossi e Luisa Stefani. As atletas conquistaram o bronze na chave de duplas feminina e trouxeram a primeira medalha olímpica do país no tênis.



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