Política
Reinaldo quer, com a ajuda dos 79 prefeitos, ampliar a vitória de Flávio Bolsonaro em MS
BATANEWS/BATANEWS/ASSESSORIA DE IMPRENSA
O senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente regional do PL, em reunião na noite desta quarta-feira (14) com quase todos os 79 prefeitos e prefeitas de Mato Grosso do Sul, além de parlamentares eleitos e não eleitos, vereadores e outras autoridades, na sede do comitê do senador eleito Capitão Contar, em Campo Grande, pediu o empenho de todos para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul nas eleições deste segundo turno, marcado para o domingo (25).
Com a reeleição do governador Eduardo Riedel já garantida em primeiro turno, a eleição de sete dos oito deputados federais e de 20 dos 24 deputados estaduais da coligação, e as vitórias de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar para o Senado, restou aos sul-mato-grossenses, nas palavras do senador eleito, uma única 'lacuna em aberto': a eleição presidencial.
Reinaldo, ao lado do governador eleito, Eduardo Riedel, Capitão Contar e parlamentares, lembrou que 'no primeiro turno, o Flávio teve 58% dos votos aqui no Mato Grosso do Sul, e o nosso adversário, 34%'. 'Nós temos 10 dias para consolidar a vitória do Brasil, do povo brasileiro, daquele que está hoje endividado, daquele que não aguenta mais os municípios com pires na mão em Brasília e nada chega para os municípios brasileiros, dos estados que já não aguentam mais esse governo gastador. Não dá mais para esperar.'
O senador eleito revelou que encomendou uma nova pesquisa de intenção de voto e que o cenário é de crescimento. 'Eu fechei hoje uma pesquisa para consumo interno nosso e nós já estamos com 63% para o Flávio aqui no Mato Grosso do Sul. A meta é chegar a 70%. Dá para chegar a 70%, e é possível', afirmou, reforçando que o desafio é coletivo: 'Nós perdemos a eleição só em seis municípios. Dá pra gente melhorar nesses seis municípios.'
Para isso, Reinaldo pediu mobilização em campo e nas redes. 'Agora é todo mundo para a rua, é todo mundo na rede social. Eu quero pedir às militâncias, às lideranças, que postem uma manifestação em favor do Flávio, que coloquem na rede social, que mobilizem na sua cidade. Se acabar o adesivo, faça o adesivo e coloque o 22', convocou. Ele também fez um alerta contra o acomodamento: 'Não tem vitória certa. Tem gente que se acomodou. Tem deputado que elegeu e, no primeiro turno, levou o nome, mas agora no segundo turno sumiu. Então é a hora. Hoje a gente quer fazer a mudança completa.'
O senador eleito explicou que, no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a campanha presidencial depende do esforço local. 'A campanha nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ficou pra gente se virar. O pouquinho de recurso que tinha vai para o Norte e o Nordeste. Aqui, amigos e amigas, é nós que temos que tocar. E eu estou grato, porque todo mundo está ajudando: na doação, fazendo material, indo para a rua, adesivando o carro, levando a mensagem, gravando vídeo, colocando nas redes sociais. É isso que a gente precisa de vocês.'
O capitão Contar, também senador eleito, reforçou a meta com números de outros estados. 'Nós temos uma meta, de o Mato Grosso do Sul fazer pelo menos 70% dos votos no Flávio. Roraima fez 71% no primeiro turno, Rondônia 67, Santa Catarina 66, Mato Grosso 65, Acre 64, Paraná 59 e o Mato Grosso do Sul, 58. Então nós temos espaço para atingir essa meta de no mínimo 70%. Quem vai conseguir atingir essa meta? É a ponta da linha. Cada prefeito, cada vereador aqui sabe onde o calo está nos seus municípios', disse Contar, completando: 'Nós ganhamos uma batalha, mas não levamos ainda. Falta ganhar a guerra, e a guerra nós vamos ganhar no dia 25 de outubro.'
Os dois senadores eleitos chamaram atenção ainda para a abstenção no primeiro turno. 'Mato Grosso do Sul teve a maior abstenção do Brasil: quase 24%. Isso equivale a 483 mil sul-mato-grossenses que tinham a condição de votar e não foram votar', informou Contar. 'É hora de pegar aquela pessoa que não gosta de política, trazer para o time, fazer essa pessoa votar', pediu. Azambuja foi na mesma linha: 'Converse com aquele que não foi votar. Se você acredita que o Brasil precisa mudar, faça a sua parte. Não fique esperando o que vai cair do céu.'
Para dar peso econômico à mobilização, Reinaldo citou o cenário dos municípios e do agronegócio. 'Vocês, prefeitos e prefeitas, sabem que talvez estejam passando o pior momento na administração municipal: está faltando dinheiro, aumentaram as responsabilidades e a coisa está cada dia mais apertada. O comércio está vendendo menos, a indústria está fechando as portas aqui e mudando para o Paraguai, e o agronegócio passa pela maior crise da sua história', avaliou. 'E olha o que a expectativa da eleição do novo presidente já faz: no dia seguinte à vitória do Flávio no primeiro turno, tivemos o maior crescimento da bolsa da história do Brasil e a diminuição dos juros já no dia seguinte.'
O governador Eduardo Riedel, reeleito em primeiro turno, endossou o alerta contra a acomodação. 'A eleição está por um fio dos dois lados. Não tem sentimento de já ganhou. Tem sentimento da nossa capacidade de aumentar o máximo possível essa entrega, porque ela vai ser no detalhe, ela vai ser no limite', afirmou Riedel, que também elogiou o anfitrião político do encontro: 'Reinaldo não estar no Senado Federal talvez fosse uma das maiores injustiças que a gente poderia cometer, e o Mato Grosso do Sul reconheceu e deu a maior votação da história para este homem.'
Os prefeitos presentes reforçaram o empenho. Marcos Calderan, prefeito de Maracaju, disse que o momento é de confiança e de ampliação da vantagem: 'Essa necessidade de mudança, do Brasil novo, de volta às mãos dos brasileiros, da liberdade. Viramos bem o primeiro turno e pretendemos seguir assim, e até ampliar essa diferença. Cada prefeito está empenhado nisso, e Mato Grosso do Sul, graças a Deus, está todo no mesmo espírito, porque sabem das dificuldades que nós viemos enfrentando nas prefeituras, no comércio, na agricultura.'
Mauro do Atlântico, prefeito de Aquidauana, destacou o alinhamento político: 'A importância é total. Nós sabemos da importância de termos um alinhamento, uma vez que no primeiro turno nós elegemos uma expressiva quantidade de deputados e senadores da direita. Agora falta aquele que vai comandar o destino da nossa nação por quatro anos. Mato Grosso do Sul vai em peso: vai ser 22 no dia 25.'
O deputado estadual eleito e ex-prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro, foi direto: 'Nós precisamos dessa mudança imediatamente, com o presidente Flávio Bolsonaro, que é o único capaz de fazer as mudanças e a transformação que o Brasil precisa.'
A prefeita de Sonora, Clarice Ewerling, ressaltou o impacto para o setor produtivo e para o Estado: 'Para o Brasil, para o agro, é muito importante. Mas para Mato Grosso do Sul é mais importante ainda, onde os nossos dois senadores e a Teresa Cristina assumiram uma posição. Isso fortalece muito o Flávio Bolsonaro ganhar o nosso estado.'
O presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, chamou os prefeitos para a missão final: 'Nós temos uma responsabilidade: sair daqui rumo ao segundo turno chamando toda a caravana, todo o exército que nós temos — secretários, vereadores, cabo eleitoral, pessoas que estão encampadas nesse projeto. Se nós ultrapassamos a meta no primeiro turno, reelegendo o Eduardo Riedel, é porque nós temos capacidade de fazermos uma votação histórica para o Flávio aqui no estado. Essa é a nossa missão: elevar o número máximo que nós pudermos.'
Ao encerrar, Reinaldo reforçou o pedido e empenho de todos dizendo que 'nós tivemos a maior vitória que um grupo político já teve no Mato Grosso do Sul. Sozinhos, não: por vocês. Só falta uma peça agora, e essa peça é a mais importante para o Brasil. Se a gente eleger o Flávio no dia 25, nós vamos fazer o resgate do Brasil. Olhe para dentro do seu município, não espere acontecer, faça acontecer, porque vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para o Mato Grosso do Sul, mas vai ser muito bom para os municípios de vocês.'
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