Chega ao Brasil terapia de luz para tratar de olho seco a doença por trás de cegueira

Estação de tratamento com nova tecnologia ajuda a controlar problemas oculares de forma indolor

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Luz, foco, ação: nova tecnologia amplia arsenal de terapias para a visão (Foto: EssilorLuxottica/Reprodução)

A luz também tem propriedades terapêuticas e, a depender do tipo e da frequência dos estímulos, pode ajudar a aplacar problemas nos olhos ou acelerar sua recuperação.

É com essa proposta que desembarca no país a tecnologia Eye-Light, do grupo francês EssilorLuxottica. Trata-se de uma estação de tratamento baseada em terapias de luz de baixa intensidade, que podem ser indicadas a diversas doenças oculares – de olho seco a degeneração macular relacionada à idade.

Por meio de um sistema de fotomodulação não invasivo, o aparelho busca controlar, de forma indolor, condições que, de diferentes maneiras e em diferentes graus, comprometem a visão e têm prevalência significativa na população.

A tecnologia passou por estudos e tem sido reconhecida em documentos internacionais para o tratamento de condições como deficiências no filme lacrimal e síndrome do olho seco, bem como problemas relacionados à presença de bactérias, como a blefarite, uma inflamação nas pálpebras.

Outra aplicação, segundo o fabricante, é acelerar a recuperação após cirurgias oftalmológicas.

Um equipamento, diversas funções

O Eye-Light pode atuar em diversas circunstâncias ao calibrar o tipo, a intensidade e a frequência da luz direcionada à visão. Dessa forma, oftalmologistas conseguem recrutá-lo tanto para problemas na parte frontal do olho como na camada no fundo do globo ocular.

O protocolo, definido após avaliação médica, depende de cada doença e paciente – e da resposta ao tratamento, que pode ser aliado a outras soluções terapêuticas.

No caso do olho seco causado por uma disfunção nas glândulas lacrimais, por exemplo, a terapia de luz visa restabelecer a eficiência da lubrificação ocular, prejudicada nesses pacientes. Existem inclusive protocolos sugeridos, que podem ajudar a guiar o oftalmologista.

Pessoas com quadro leve de olho seco são candidatas a duas sessões de 12 minutos cada, com intervalo entre elas de dois a sete dias. Quadros mais severos, por sua vez, exigem quatro sessões de 17 minutos cada, com intervalo de dois a sete dias entre elas.

A estação também pode ser indicada a indivíduos com blefarite crônica. Nesse caso, pode-se combinar a terapia de luz pulsada intensa com máscaras de fotobiomodulação, com a sugestão de duas a três sessões de 15 minutos cada, e intervalo de cinco a dez dias entre elas.

Doenças da retina também estão na mira do aparelho da EssilorLuxottica. É o caso da degeneração macular do tipo seco, enfermidade associada ao envelhecimento que leva à deterioração da retina, tecido no fundo dos olhos crítico para a formação das imagens. A condição é uma importante causa de cegueira hoje.

O tratamento pode ser realizado em oito sessões, com intervalos de três a quatro dias, e se vale de máscaras que, através de diferentes estímulos luminosos, buscam melhorar a função celular e reduzir o vazamento em vasos sanguíneos da região, mitigando o inchaço local e o comprometimento visual. Outras sessões podem ser prescritas para manter os resultados alcançados.

Essas e demais indicações, que podem ser conjugadas a outras abordagens, dependem, claro, de análise e acompanhamento especializado. A ideia, no fundo, é enriquecer (e iluminar) o arsenal dos oftalmologistas.



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