Política
Quem são os eleitores que fazem Flávio superar Lula no segundo turno na nova pesquisa BTG/Nexus
Senador aparece numericamente à frente do presidente por 46% a 45% em novo levantamento
VEJA
A primeira vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva em um segundo turno na série da BTG/Nexus é sustentada por diferenças expressivas em alguns segmentos do eleitorado. O senador chega a 65% no Sul, 58% entre evangélicos e 53% entre quem recebe mais de cinco salários mínimos. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira, 8.
No resultado geral, Flávio tem 46% e Lula, 45%. A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2 pontos, o que mantém os dois em empate técnico. Na rodada anterior, o placar era inverso: 46% para Lula e 45% para Flávio.
O Sul é o principal reduto de Flávio no confronto direto. O senador alcança 65% na região, contra 26% de Lula, uma diferença numérica de 39 pontos percentuais.
Flávio também fica à frente no Norte e Centro-Oeste, onde registra 53% contra 38% do presidente. No Sudeste, os dois aparecem praticamente empatados numericamente: Lula tem 45%, e Flávio, 44%.
O quadro se inverte no Nordeste. Lula chega a 59%, enquanto Flávio tem 32%.
A religião produz outra das maiores diferenças entre os dois candidatos. Flávio marca 58% entre os evangélicos, contra 31% de Lula.
Entre católicos, Lula aparece à frente, com 50%, ante 43% do senador. A vantagem do presidente é ainda maior entre pessoas de outras religiões, por 52% a 37%, e entre os que não têm religião, por 51% a 32%.
Flávio também apresenta vantagem entre os homens: são 51% para o senador e 41% para Lula.
Entre as mulheres, ocorre o contrário. Lula registra 48%, contra 41% de Flávio. Em ambos os grupos, 8% dizem que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois.
O senador aparece à frente principalmente entre os eleitores mais jovens.
Na faixa de 16 a 24 anos, Flávio chega a 53%, contra 40% de Lula. Entre 25 e 40 anos, a distância é maior: 53% para Flávio e 36% para o presidente.
A partir dos 41 anos, a vantagem muda de lado. Lula tem 49% contra 41% de Flávio entre eleitores de 41 a 59 anos e chega a 51%, ante 39% do senador, entre aqueles com 60 anos ou mais.
Lula apresenta seus melhores resultados entre os eleitores de renda mais baixa. Entre quem recebe até um salário mínimo, o presidente marca 53%, contra 33% de Flávio. Na faixa de um a dois salários mínimos, Lula tem 49%, ante 40%.
Flávio passa à frente a partir da faixa de dois a cinco salários mínimos, com 50% contra 42%. Entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, o senador chega a 53%, enquanto Lula registra 38%.
O mesmo desenho aparece na escolaridade. Lula lidera entre quem tem ensino fundamental, por 54% a 37%. Flávio fica numericamente à frente entre eleitores com ensino médio, por 51% a 38%, e superior, por 49% a 43%.
O programa social marca outra divisão significativa. Entre entrevistados que recebem o Bolsa Família ou vivem com algum beneficiário, Lula tem 56% contra 37% de Flávio.
Entre os não beneficiários, o senador fica numericamente à frente, com 47%, ante 43% do presidente.
A polarização também aparece na fidelidade dos eleitores da última eleição presidencial. Entre aqueles que dizem ter votado em Lula no segundo turno de 2022, 89% voltariam a escolher o presidente em um confronto contra Flávio.
Entre os que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, 90% agora escolheriam Flávio, enquanto 3% votariam em Lula.
O retrato dos segmentos ajuda a explicar como Flávio consegue chegar numericamente a 46% e superar Lula por 1 ponto no resultado geral. A vantagem do senador se concentra sobretudo no Sul, entre evangélicos, homens, eleitores com até 40 anos e nas faixas mais altas de renda, enquanto Lula obtém seus melhores desempenhos no Nordeste, entre mulheres, eleitores mais velhos e os de menor renda.
A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026.
COMENTÁRIOS

