Recém-nascido é internado com sangramento craniano e suspeita de agressão

Caso ocorreu em Paranaíba e foi registrado em Campo Grande após a vítima dar entrada na Santa Casa

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Brinquedos e paredes coloridas para atender crianças e adolescentes vítimas de violência (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Um bebê foi internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande com sangramento craniano, sinais de hemorragias e lesões compatíveis com a chamada Síndrome do Bebê Sacudido. A ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (24), embora os fatos tenham ocorrido no sábado, em Paranaíba, a 408 quilômetros, da Capital.

Os pais da criança, uma mulher de 35 anos e um homem de 36, foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos após a equipe médica apontar suspeita de agressão física.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atendimento na Santa Casa de Campo Grande. No hospital, a assistente social informou que a criança deu entrada na unidade no sábado, transferida de Paranaíba, já em estado grave.

Durante os exames, a equipe médica constatou sangramento craniano e sinais de hemorragias. A pediatra responsável pelo atendimento relatou que o bebê chegou intubado e que o quadro clínico é compatível com lesões associadas à chamada Síndrome do Bebê Sacudido, conhecida também como Shaken Baby Syndrome.

A condição ocorre quando uma criança é submetida a movimentos bruscos e violentos, capazes de provocar lesões internas graves. Conforme a médica, exames e pareceres realizados apontam para esse diagnóstico. O bebê não tem previsão de alta.

À equipe, a mãe relatou que estava em casa, em Paranaíba, quando o bebê caiu da cama. Disse que, ao socorrê-lo, percebeu que a criança estava desacordada e tentou fazê-la voltar à consciência e respirar normalmente. Entre as ações feitas, afirmou ter sacudido o bebê, mas sem sucesso.

O pai declarou que, diante da situação, pegou a criança e a levou imediatamente ao Pronto-Socorro de Paranaíba. Depois, o bebê foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde segue internado em atendimento especializado.

Com base nas informações repassadas pela equipe médica, os pais foram encaminhados a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para esclarecimentos.

A reportagem apurou que, como o caso ainda é tratado como suspeita de maus-tratos, os pais foram ouvidos na delegacia e liberados em seguida. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

O Campo Grande News tentou conversar com o pai do bebê na manhã desta quinta-feira (25), mas ele não quis comentar o caso. Abalado, limitou-se a dizer: “Muito obrigado, mas nós não temos cabeça para isso'.



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