Suspeita de falha em entubação entra na investigação sobre morte de menino de 9 anos

CVNEWS/REDAçãO


João Guilherme tinha 9 anos. (Reprodução)

A morte do menino João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, passou a ser investigada sob a suspeita de falha no procedimento de entubação durante atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Campo Grande. Um documento de encaminhamento ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) indica possíveis problemas no procedimento realizado antes da transferência para a Santa Casa.

Conforme reportagem do Dourados Agora, segundo o registro, a criança chegou desacordada à unidade de saúde e precisou ser entubada. No momento em que a equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) iniciou o transporte, foi constatado que o tubo estava mal fixado, além da presença de grande quantidade de sangue nas vias aéreas.

Durante o trajeto, o menino entrou em parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimado. Após três ciclos de reanimação, houve retorno dos sinais vitais, mas o estado já era considerado grave.

Na Santa Casa, a equipe iniciou os atendimentos e preparava a troca do tubo, devido a falhas identificadas. No entanto, durante o procedimento, a criança sofreu nova parada cardiorrespiratória. Foram realizadas oito tentativas de reanimação, mas, diante do sangramento contínuo nas vias aéreas, o óbito foi confirmado por volta da 1h05 da madrugada de terça-feira (7).

Antes de morrer, João Guilherme procurou atendimento médico diversas vezes após sofrer uma queda enquanto jogava bola. Mesmo com dores persistentes, a lesão no joelho só foi identificada após várias idas à unidade de saúde.

De acordo com a família, o menino foi atendido inicialmente com medicação para dor e liberado. Nos dias seguintes, retornou à UPA relatando dores mais intensas, inclusive no peito, mas novamente recebeu alta com diagnóstico considerado simples.

Somente após novos exames foi constatada a fratura no joelho, que levou à imobilização da perna. No entanto, no mesmo dia, a criança passou mal, desmaiou e apresentou coloração arroxeada, sendo levada novamente à unidade já desacordada.

Para os familiares, houve falha no atendimento desde os primeiros atendimentos até o procedimento final.

Eles afirmam que exames mais detalhados não foram realizados no início e que o quadro clínico não recebeu a devida atenção. A suspeita de erro na entubação reforçou a revolta da família.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que abriu investigação para apurar o caso, com análise de prontuários e registros médicos. Segundo a pasta, eventuais responsabilidades serão identificadas e medidas poderão ser adotadas.

Já a Santa Casa afirmou, por meio de nota, que não pode divulgar detalhes clínicos devido às normas de sigilo médico, mas manifestou solidariedade à famíli



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