CPI do INSS pede indiciamento de Lulinha e outras 215 pessoas

Relatório final serve de base para abertura formal de investigações; filho do presidente é apontado como um dos facilitadores do esquema de fraude

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Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS realiza reunião deliberativa para apresentação e apreciação do relatório final

A CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) concluiu a fase de responsabilização penal e incluiu no relatório final o pedido de indiciamento de 216 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O trecho do documento (páginas 3.670 a 4.172) detalha o que os congressistas classificam como um “megaesquema' de fraudes em benefícios previdenciários. 

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Segundo o documento, o filho do presidente não era um “mero conhecido' do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes , apontado pela PF (Polícia Federal) como um dos operadores centrais do esquema bilionário que lesou aposentados.

A investigação aponta que Fábio Luís se valeu de seu prestígio familiar e trânsito governamental para atuar como facilitador de acesso ao “possível sócio oculto' de Antunes em negócios envolvendo o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O relator afirma que Lulinha teria recebido repasses financeiros intermediados pela empresária Roberta Moreira Luchsinger , amiga de Fábio Luís e herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse.

O relatório é incisivo em relação ao ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), que foi indiciado por prevaricação, omissão deliberada e blindagem política da cúpula do INSS. O texto afirma que Lupi ignorou sucessivos alertas sobre as fraudes, o que teria permitido que os descontos indevidos passassem de R$ 706 milhões em 2022 para mais de R$ 3,3 bilhões em 2024.

Também foram incluídos nos pedidos de indiciamento:

A seção de indiciamentos detalha as condutas do núcleo financeiro e operacional do esquema, que cobrava taxas não autorizadas de idosos de baixa renda em todo o país.

A estrutura envolvia desde funcionários estratégicos do INSS —como ex-presidentes e diretores de benefícios— até operadores responsáveis pela lavagem de dinheiro por meio de contas de passagem, associações sindicais (como o Sindnapi) e empresas de corretagem.

Os crimes incluem organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, furto e fraude eletrônica. O relatório requer o envio das provas ao STF (Supremo Tribunal Federal), à PF e ao Ministério Público para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos e aos beneficiários lesados.

Relatório em PDF



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