Comportamento de supernova ultrabrilhante intriga cientistas

Estudo publicado na revista 'Nature' sugere que explosão cósmica foi alimentada por um magnetar — uma estrela de nêutrons extremamente magnetizada. Fenômeno pode ajudar a explicar por que algumas supernovas brilham tanto.


Ilustração mostra um magnetar — uma estrela extremamente densa e magnetizada — cercado por um disco de matéria que gira e oscila ao seu redor. — Foto: Joseph Farah e Curtis McCully

Uma explosão estelar observada a mais de um bilhão de anos-luz da Terra chamou a atenção de astrônomos por causa de um comportamento incomum.

Em vez de apenas aumentar de brilho e depois desaparecer gradualmente, como acontece na maioria das supernovas, o objeto parecia “piscar' no espaço.

O evento foi registrado durante o acompanhamento da supernova SN 2024afav, um tipo raro de explosão conhecido como supernova superluminosa, que pode ser dezenas de vezes mais brilhante que uma supernova comum.

Ao analisar os dados coletados por uma rede internacional de telescópios, os pesquisadores, contudo, perceberam que o brilho da supernova não era estável.

Ele apresentava pequenas oscilações periódicas, como se a explosão estivesse pulsando. O mais curioso é que esses “picos' de luminosidade ficavam cada vez mais rápidos com o passar do tempo.

Uma explosão estelar observada a mais de um bilhão de anos-luz da Terra chamou a atenção de astrônomos por causa de um comportamento incomum.

Em vez de apenas aumentar de brilho e depois desaparecer gradualmente, como acontece na maioria das supernovas, o objeto parecia “piscar' no espaço.

O evento foi registrado durante o acompanhamento da supernova SN 2024afav, um tipo raro de explosão conhecido como supernova superluminosa, que pode ser dezenas de vezes mais brilhante que uma supernova comum.

ENTENDA: Supernovas são explosões gigantes que marcam o fim da vida de estrelas muito massivas. Esse fenômeno libera enormes quantidades de energia e luz no espaço.

Ao analisar os dados coletados por uma rede internacional de telescópios, os pesquisadores, contudo, perceberam que o brilho da supernova não era estável.

Ele apresentava pequenas oscilações periódicas, como se a explosão estivesse pulsando. O mais curioso é que esses “picos' de luminosidade ficavam cada vez mais rápidos com o passar do tempo.

Esse padrão tão incomum levou os cientistas a suspeitar que algo extremamente energético estivesse escondido no centro da explosão.

Segundo o estudo publicado na revista 'Nature', a explicação mais provável envolve um magnetar, um tipo extremo de estrela de nêutrons formado quando uma estrela massiva colapsa após ficar sem combustível.

Esses objetos são incrivelmente densos — concentram mais massa que o nosso Sol em uma esfera com cerca de 20 quilômetros de diâmetro — e possuem campos magnéticos trilhões de vezes mais fortes que o da Terra.

“Simplesmente não existia nenhum modelo capaz de explicar um padrão de oscilações que ficam cada vez mais rápidas com o tempo', disse Joseph Farah, estudante de doutorado do Las Cumbres Observatory e autor principal do estudo, em um comunicado.

“Comecei a pensar em maneiras de isso acontecer, porque o sinal parecia estruturado demais para ser resultado de interações aleatórias.'

O balançar de um pião

Ainda de acordo com os pesquisadores, parte do material da estrela destruída pode ter caído de volta em direção ao magnetar após a explosão, o que teria formado um disco de matéria ao redor do objeto.

Esse disco não estaria alinhado com o eixo de rotação da estrela e passaria a oscilar no espaço.

Esse movimento, chamado de precessão, pode ser causado por um efeito previsto pela teoria da relatividade geral conhecido como precessão de Lense-Thirring.

Em outras palavras, a rotação extremamente rápida do magnetar distorce o espaço-tempo ao redor dele, fazendo com que o disco de matéria “balance' como um pião.

À medida que esse disco oscila, ele pode bloquear ou redirecionar parte da energia liberada pelo magnetar, produzindo variações periódicas no brilho da supernova.

Como o disco vai se aproximando gradualmente do objeto central, o movimento fica mais rápido — o que explicaria por que as oscilações também aceleram com o tempo.

Para os pesquisadores, esse comportamento funciona como uma espécie de pista sobre o que acontece no interior dessas explosões cósmicas.

Supernovas superluminosas são conhecidas há pouco mais de duas décadas e estão entre os fenômenos mais enigmáticos da astrofísica.

Alguns modelos sugeriam que elas poderiam ser alimentadas por um magnetar recém-formado, mas até agora faltavam evidências diretas que conectassem esse objeto à evolução do brilho dessas explosões.

O novo estudo indica que esse mecanismo pode realmente estar em ação.

Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entendaEm fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entendaO teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo



COMENTÁRIOS