Diversificação e tecnologia impulsionam o desempenho do agro nacional

Estados como Mato Grosso, Paraná e São Paulo se destacam em produtividade e valor da produção, reforçando resiliência do setor.Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram

OPR


Foto: Shutterstock

O setor agropecuário brasileiro vem registrando avanços consistentes nos últimos cinco anos, mesmo diante de oscilações pontuais em regiões específicas. O Valor Bruto da Produção (VBP) de Mato Grosso, por exemplo, mostra alta de R$ 186,9 bilhões em 2020 para a projeção de R$ 220,9 bilhões em 2025, depois de quedas em 2023 e 2024

No Paraná, a estabilidade e o equilíbrio entre lavoura e pecuária garantem resultados sólidos, com R$ 156,6 bilhões previstos para 2025. Já em São Paulo, a produção agropecuária alcança R$ 158,6 bilhões em 2025, sustentada por culturas como cana-de-açúcar e cítricos.

Para navegar nessa complexidade de cenários regionais e antecipar as movimentações do mercado, a análise de dados precisos e regionalizados se torna essencial. De acordo com o mestre em Engenharia Agrícola, Luiz Almeida, o cruzamento de dados públicos com informações próprias de sensoriamento remoto permite compreender com precisão as tendências regionais. “A liderança no que entregamos sempre foi nossa. Fomos pioneiros ao consolidar e disponibilizar dados de mercado de forma integrada, o que garante análises mais completas sobre produtividade, área plantada e potencial financeiro de cada município, estado ou região', afirma.

Esse cenário mostra como os estados brasileiros se movimentam de maneiras diferentes dentro do mesmo setor. Mato Grosso, por exemplo, tem 79% de sua produção vinculada à lavoura, com forte peso da soja e do milho, enquanto o Paraná mantém quase um equilíbrio entre pecuária e grãos, o que reduz a vulnerabilidade a oscilações de preços internacionais ou a problemas climáticos. São Paulo, por sua vez, segue avançando na intensificação da área cultivada, que passou de 8,6 milhões para 11,7 milhões de hectares entre 2020 e 2025, reforçando sua posição como polo estratégico para culturas de alto valor agregado.

A perspectiva para 2026 é de recuperação contínua e de fortalecimento da diversificação como estratégia para mitigar riscos e ampliar oportunidades. “O agro brasileiro prova sua resiliência a cada safra. A combinação entre tecnologia, aumento de produtividade e maior integração de cadeias de valor tende a consolidar um ciclo de crescimento mais sustentável e competitivo nos próximos anos', ressalta Almeida.



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