Economia
Carne suína registrou procura aquecida em dezembro
Para os principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, os preços também subiram, mas de forma menos intensa que a registrada para o animal.
A procura aquecida por carne suína, sobretudo para atender à demanda de fim de ano, impulsionou os valores do animal vivo no mês de dezembro. Para os principais insumos consumidos na atividade, milho e farelo de soja, os preços também subiram, mas de forma menos intensa que a registrada para o animal. Nesse cenário, o poder de compra dos suinocultores de São Paulo e de Santa Catarina frente a esses insumos cresceu em dezembro.
De novembro a dezembro, o valor do suíno vivo negociado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) subiu fortes 5,5%, com o animal negociado à média de R$ 7,59/kg em dezembro. No Oeste Catarinense, a alta foi de 3,6%, com o suíno comercializado a R$ 7,04 kg no período.
No mercado de milho, de acordo com o levantamento da Equipe Grãos/Cepea, as cotações do cereal se mantiveram firmes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, sustentadas pelo intenso ritmo das exportações. Desta forma, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho (Campinas – SP) registrou média de R$ 86,03 saca de 60 kg em dezembro, avanço de 1,2% frente à de novembro. Em Chapecó (SC), a cotação média teve leve queda de 0,1%, com a saca sendo negociada, em média, a R$ 92,21 em dezembro.
Quanto ao farelo de soja, ainda conforme a Equipe de Grãos/Cepea, as aquecidas demandas interna e externa mantiveram em alta os valores do derivado. Na região de Campinas, o farelo se valorizou 3,5% frente a novembro, comercializado a R$ 2.884,89/toneladas em dezembro. Em Chapecó, o preço do derivado avançou 1,8% de novembro a dezembro, cotado à média de R$ 2.725,23.
Dessa forma, considerando-se o suíno vivo comercializado na região SP-5 e os insumos negociados no mercado de lotes da região de Campinas, o suinocultor paulista conseguiu adquirir 5,29 quilos do cereal com a venda de um quilo de suíno, quantidade 4,2% maior que a de novembro. No caso do farelo, também na região de Campinas, o suinocultor pôde adquiriu 2,63 quilos do derivado com a venda de um quilo de suíno, alta de 1,9% frente ao volume de novembro.
Em Chapecó, o suinocultor pôde adquirir 4,58 quilos de milho com a venda de um quilo de animal, 3,7% acima da quantidade de novembro. De farelo de soja, foi possível ao produtor a compra de 2,58 quilos com a venda de um quilo de suíno, volume 1,8% superior ao do mês anterior.
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