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Para buscar o segundo lugar, Fluminense terá que driblar 'pedra no sapato' e quebrar longo jejum
CVNEWS/ LANCE!
O Fluminense segue em ascensão na reta final do Brasileirão e já cravou sua presença na próxima edição da Libertadores. Contudo, a equipe ainda almeja terminar o campeonato entre os três primeiros para bater metas de premiação e ainda tem chance de tomar o vice do Internacional. Para isso, terá que driblar uma 'pedra no sapato' histórica e quebrar um longo e incômodo jejum.
Desde antes da chegada da Red Bull no Massa Bruta, o Tricolor sempre teve muita dificuldade nos duelos em Bragança Paulista. Com isso, o reflexo da enorme desvantagem está nos números, visto que o time carioca jamais derrotou os paulistas, fora de casa, ao longo da história. Em seis partidas, foram quatro triunfos do Braga e dois empates. + Confira e simule a tabela do Campeonato Brasileiro Na metade dos anos 80, o futebol paulista foi surpreendido com uma equipe do interior erguendo a taça do Estadual. A Inter de Limeira teve uma campanha surpreendente, em 1986, sob o comando de Pepe, e superou o Palmeiras na decisão. Esse título serviu de inspiração para o melhor momento da história do Bragantino. Na reta final da década, a família Chedid começou a pavimentar o que se transformaria em título e reconhecimento nacional. Diante deste cenário, a primeira conquista foi em 88, com o acesso à primeira divisão do Estadual. No ano seguinte, surgiu um nome que ficou na história do futebol brasileiro:
Vanderlei Luxemburgo. Por outro lado, o Fluminense vivia em um momento complicado financeiramente mesmo com o título da Copa São Paulo em 1988 e cedeu alguns jovens de seu elenco (oito atletas). Entre eles, Franklin, João Santos, Alberto e Silvio assinaram com o time paulista. Em 89, o Bragantino conquistou a Série B e passou a duelar com as principais equipes do Brasil. + Fluminense tem a melhor campanha desde o tetra e supera temporadas com mais vitórias no século XXI Sob o comando de Luxemburgo, surgiram nomes promissores como o de Mauro Silva, que anos mais tarde seria tetracampeão mundial com a Seleção em 1994, nos Estados Unidos. Três anos antes, coube ao clube escrever uma das páginas mais bonitas de sua história e nela está presente o Fluminense.
Semifinal do Brasileirão de 91 e 'lei do ex' Após se classificar na vice-liderança da primeira fase, o time paulista sonhava em ser finalista do Brasileirão de 1991 com um ídolo tricolor à beira do campo: Carlos Alberto Parreira. Mas no caminho teria que passar pela trinca de ataque Bobô, Renato Carioca e o saudoso Ézio, que eram comandados por Gilson Nunes. + Cano vive dias decisivos por recordes e marcas históricas pelo Fluminense Em um Maracanã lotado de tricolores, cerca de 75 mil, a famosa lei do ex deu o ar da graça. O gol que calou o estádio saiu dos pés de um atleta que passou por todas as categorias das divisões de base do clube carioca desde o futsal: Franklin. O Bragantino, então, levou uma grande vantagem para o interior paulista. Em casa, empatou por 1 a 1 e carimbou o passaporte para a decisão. Ézio abriu o placar, mas Franklin reapareceu e deixou tudo igual. Na final, o Massa Bruta fez dois jogos competitivos contra o São Paulo, de Telê Santana, que viria a ser campeão mundial no ano seguinte. Mas Mário Tilico fez o gol do tricampeonato do Tricolor. No fim dos anos 90, ambos os clubes viveram os piores momentos de sua história, mas deram a volta por cima. O time carioca não só voltou como ergueu mais três troféus nacionais (uma Copa do Brasil e dois Brasileiros). Já os paulistas retornaram à primeira divisão após se tornarem clube-empresa (Red Bull). + Fluminense homenageia ídolo Assis, carrasco rubro-negro, que completaria 70 anos neste sábado Trinta e um anos depois, as equipes voltam a se enfrentar, neste domingo, em cenários e momentos diferentes. O Fluminense já se garantiu na Libertadores, enquanto o Bragantino teve um ano irregular, mas ainda sonha em carimbar sua presença na Copa Sul-Americana.
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