Política
O que ainda pode prejudicar Lula apesar de saída de Jaques da liderança do governo
Demora para desligar aliado, que foi alvo de operação da PF, pode impactar no desempenho do petista em próximas pesquisas
VEJA
Interlocutores de Luiz Inácio Lula da Silva reconhecem que, mesmo com a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado, a inércia do presidente, ao deixar o aliado permanecer no posto por quase uma semana após ser alvo de uma operação da PF, pode prejudicar o petista.
A avaliação é que o episódio é um prato cheio que será explorado pelos adversários e pode impactar o desempenho do mandatário nas próximas pesquisas.
Após conversar com Lula por mais de uma hora, Jaques informou na quarta-feira que deixaria o cargo estratégico. Ele alegou que a saída foi decidida em comum acordo.
O senador se afastou da liderança do governo seis dias após ser alvo da 9ª fase da Compliance Zero, operação da PF que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Investigações da PF o apontam como suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais.
Desde o dia da operação da PF, integrantes do Palácio do Planalto e do PT defendiam que Jaques deveria deixar o posto para evitar uma contaminação da campanha de Lula à reeleição. O desligamento, porém, ocorreu apenas seis dias depois.
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