Suplementos alimentares sem registro são proibidos pela Anvisa

Além de origem desconhecida, produtos exibiam supostos benefícios terapêuticos, o que não é permitido; saiba o que observar antes de comprar suplementos

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Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que o suplemento alimentar em cápsulas da marca Glamorous Fire deve ser apreendido e proibiu a distribuição, venda, propaganda e uso do produto. De acordo com resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União (DOU) Desta quarta-feira, 17, o suplemento não tem registro e a origem dele é desconhecida.

“O produto é fabricado por empresa   de origem desconhecida e  vendido pela internet, com  promessas de efeitos terapêuticos, como controle do açúcar no sangue e redução do estresse e da ansiedade”, informou, em comunicado, a Anvisa.

A mesma medida foi aplicada para todos os suplementos alimentares da marca Top News, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 16, também por falta de registro e origem desconhecida.

A Anvisa identificou ainda divulgação, na internet, de alegações terapêuticas dos suplementos da marca, como afirmar que o produto “controla diabetes e colesterol” ou “alivia sintomas de gastrite”.

Desde 2018, a agência mantém regras específicas para suplementos. Além de contar com uma lista de ingredientes autorizados e normas de rotulagem, esses produtos devem ser registrados e não podem se apresentar como se fossem remédios.

A agência veda que produtos não classificados como medicamentos façam “alegações de saúde que façam referência à cura ou prevenção de doenças”, conforme diretriz estabelecida em 1999.

“Suplementos alimentares não são medicamentos e, por isso, não servem para tratar, prevenir ou curar doenças. Os suplementos são destinados a pessoas saudáveis. Sua finalidade é fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos em complemento à alimentação”, informa, em perguntas e respostas sobre o tema, a Anvisa.

Também foi proibida a venda e uso do produto “Óvulos Ozonizados Ozon Prime”. Vendido por R$ 175,80 na internet, o produto é apresentado como um tratamento para restabelecer a saúde vaginal, auxiliando em casos de candidíase, vulvovaginite, corrimentos e regeneração de tecidos da mucosa íntima.

Segundo a Anvisa, eles são “produzidos por empresa não identificada e sem registro, notificação ou cadastro na agência”.

Recomendações ao comprar um suplemento alimentar

A Anvisa tem uma página dedicada aos suplementos alimentares com explicações sobre rótulos, benefícios comprovados e cuidados com propagandas enganosas. E dá as seguintes dicas:

Detergentes, Ozempic e mais: por dentro das operações da Anvisa



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