Política
Disputa pelo Senado no PL de Mato Grosso do Sul segue indefinida e deve passar pelo crivo do eleitor
BATANEWS/
A definição da segunda candidatura ao Senado Federal pelo Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul continua gerando debates nos bastidores políticos. Enquanto o ex-governador Reinaldo Azambuja já aparece como nome consolidado na composição da chapa da legenda, a disputa pela segunda vaga envolve principalmente os deputados federais Marcos Pollon e o ex-deputado estadual Capitão Contar.
Nos últimos meses, lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro têm demonstrado preferência por Pollon. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e integrantes da família Bolsonaro já manifestaram publicamente apoio ao parlamentar, destacando que ele seria o nome escolhido pelo ex-presidente para representar o grupo político no Estado.
Por outro lado, Capitão Contar tem defendido que a definição ocorra com base em pesquisas eleitorais. O argumento é que o critério permitiria identificar qual nome possui maior potencial competitivo para a eleição de 2026. Segundo informações divulgadas nos bastidores políticos, levantamentos realizados recentemente apontariam Contar com desempenho expressivo junto ao eleitorado sul-mato-grossense.
Apesar das movimentações internas do partido e das preferências manifestadas por lideranças nacionais, a decisão final caberá aos eleitores. Em Mato Grosso do Sul, tanto Pollon quanto Contar representam o campo conservador e possuem identificação com o eleitorado de direita.
Analistas políticos avaliam que, caso não seja escolhido para a disputa ao Senado, Pollon também possui espaço político para buscar a reeleição à Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação parlamentar nos últimos anos.
Além da disputa interna no PL, o cenário para o Senado deve contar com outros nomes competitivos. O senador Nelsinho Trad segue aparecendo em levantamentos eleitorais e é apontado como um dos possíveis protagonistas da corrida pela segunda vaga.
Enquanto isso, Reinaldo Azambuja mantém posição de destaque no cenário político estadual. Com trajetória marcada por dois mandatos como governador e forte influência política em Mato Grosso do Sul, ele continua sendo citado entre os nomes mais competitivos para a disputa ao Senado, consolidando-se como uma das principais lideranças do Estado.
O cenário evidencia uma situação curiosa dentro do campo conservador sul-mato-grossense. De um lado, pesquisas e análises políticas indicam que Capitão Contar possui forte aceitação popular e aparece entre os nomes mais lembrados pelo eleitorado para a disputa ao Senado. De outro, integrantes da família Bolsonaro têm reforçado publicamente a preferência pelo deputado federal Marcos Pollon. A divergência mostra que, embora lideranças políticas exerçam influência no processo, a decisão final dependerá da vontade dos eleitores, que serão os responsáveis por definir nas urnas quem representará Mato Grosso do Sul no Senado Federal.
Com o avanço das articulações partidárias e a proximidade do calendário eleitoral, a definição das candidaturas deverá intensificar os debates internos. No entanto, independentemente das preferências de lideranças nacionais ou estaduais, a palavra final será dada pelos eleitores sul-mato-grossenses nas urnas
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