Política
PT está de olho em Soraya e Nelsinho para aliança em MS
INVESTIGAMS
Presidente do PT sugere autocrítica de Nelsinho para construção de aliança “do campo democrático em Mato Grosso do Sul'.
O presidente estadual do PT e pré-candidato ao Senado, deputado Vander Loubet, já está pensando na estratégia para o grupo político na eleição de outubro.
Vander conversou com Simone Tebet (MDB) para a construção de uma aliança, mas as tratativas ficaram travadas por conta da indefinição sobre o futuro dela, que pode ser candidata em Mato Grosso do Sul ou em São Paulo. Além disso, há dificuldade para um entendimento por conta do apoio de Simone a Eduardo Riedel (PP), que será adversário do PT no Estado.
Como Simone tem grande chance de concorrer em São Paulo, o PT faz outros planos para as dobradinhas no Senado e está de olho em Soraya Thronicke (Podemos) e Nelsinho Trad (PSD).
Vander entende que hoje há uma possibilidade maior de aliança com Soraya, por conta do rompimento dela com a “extrema direita'. Entretanto, ele não descarta um entendimento com Nelsinho.
“Ele sempre foi um democrata, mas precisa fazer uma autocrítica. Vamos fazer aliança com quem tiver o compromisso de apoiar o Lula e o Fábio Trad', afirmou.
Indagado sobre a autocrítica que Nelsinho teria que fazer, Vander citou como exemplo a defesa do senador a redução de penas para condenados pela invasão aos prédios dos Poderes em Brasília, o que para o PT é inaceitável.
Nelsinho não esconde a preferência por Jair Bolsonaro (PL) e chegou a criticar a possível filiação do irmão, Fábio Trad, ao PT. Todavia, pode ser preterido do grupo governista, que pode escolher Renan Contar (PL) para a segunda vaga do Senado.
O senador tem como atrativo os irmãos, Fábio e Marquinhos Trad, que estarão na coligação do PT. Fábio será o candidato ao Governo e Marquinhos, pelo menos por enquanto, na chapa de estadual do PDT, possível coligado com o PT na eleição de outubro.
Vander pondera que já fez muitas parcerias com o senador quando eram deputado (Vander) e prefeito (Nelsinho) da Capital.
A parceria de Nelsinho com o PT foi grande ao ponto de ele ir contra o MDB de Mato Grosso do Sul, que apoiava o PSDB nacional, e declarar apoio a Dilma Roussef (PT) para presidência, por conta dos investimentos feitos pelo Governo Federal, comandado pelo PT, para obras na Capital.