Feminicídios e violência doméstica crescem em Mato Grosso do Sul: 26 mulheres mortas em 2025

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(Imagem: ilustração)

A violência doméstica em Mato Grosso do Sul segue em escalada preocupante. Apenas nos sete primeiros meses de 2025, 26 mulheres perderam a vida vítimas de maridos, ex-companheiros ou namorados, em crimes que deixaram famílias devastadas e demonstraram a brutalidade dos agressores. Muitas delas foram mortas a facadas, tiros e até diante dos filhos.

Segundo dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), os registros de violência doméstica saltaram de 18.201 em 2020 para 20.944 em 2024. Em 2025, o número de pedidos de medidas protetivas revela a gravidade do cenário: 11.647 solicitações foram feitas apenas no primeiro semestre, com 7.369 concedidas pela Justiça.

Em setembro, o estado passou a contar com o projeto IntegraJus Mulher, que promete acelerar a concessão das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) em até 48 horas, buscando reduzir casos de revitimização e prevenir feminicídios.

Outra medida importante foi a regulamentação que autoriza policiais militares a atuarem como oficiais de justiça no cumprimento de medidas protetivas. Cerca de 88 policiais já receberam capacitação no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), fortalecendo a integração entre as instituições de segurança e justiça.

O assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, chocou o estado. Ela foi morta a facadas pelo noivo, Caio Nascimento, em Campo Grande, horas depois de solicitar uma medida protetiva. Antes da tragédia, Vanessa havia gravado áudios denunciando o tratamento desumanizado que recebeu ao pedir ajuda. O caso escancarou a urgência de respostas mais eficazes do sistema.

Entre os pedidos feitos em 2025, 479 foram negados e 2.684 revogados. Segundo o TJMS, uma medida protetiva pode ser indeferida se o juiz entender que não há indícios suficientes de ameaça ou risco iminente. Já a revogação ocorre quando a vítima pede a suspensão, quando há mudança no contexto de violência ou se o agressor demonstra cumprimento das determinações judiciais.

No dia 22 de setembro, uma mulher foi resgatada em Campo Grande, após ser mantida em cárcere privado pelo marido. A vítima estava há dois meses sem trabalhar, era proibida de sair de casa e tinha o celular monitorado. O agressor foi preso em flagrante e alegou “crise de ciúmes”.

Karina Corim (Caarapó) – 4 de fevereiro

Vanessa Ricarte (Campo Grande) – 12 de fevereiro

Juliana Domingues (Dourados) – 18 de fevereiro

Mirielle dos Santos (Água Clara) – 22 de fevereiro

Emiliana Mendes (Juti) – 24 de fevereiro

Gisele Cristina Oliskowiski (Campo Grande) – 1º de março

Alessandra da Silva Arruda (Nioaque) – 29 de março

Ivone Barbosa (Sidrolândia) – 17 abril

Thácia Paula (Cassilândia) – 11 de maio

Simone da Silva (Itaquiraí) – 14 de maio

Olizandra Vera Cano (Coronel Sapucaí) – 23 de maio

Graciane de Sousa Silva (Angélica) – 25 de maio

Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio

Sophie Eugenia Borges (Campo Grande) – 28 de maio

Eliana Guanes (Corumbá) – 6 de junho

Doralice da Silva (Maracaju) – 20 de junho

Rose (Costa Rica) – 27 de junho

Michely Rios Midon Orue (Glória de Dourados) – 3 de julho

Juliete Vieira (Naviraí) – 25 de julho

Cinira de Brito (Ribas do Rio Pardo) – 31 de julho

Salvadora Pereira (Corumbá) – 2 de agosto

Letícia Ananias de Jesus (Cassilândia) – 8 de agosto

Dahiana Ferreira (Bela Vista) – 12 de agosto

Érica Regina Mota (Bataguassu) – 27 de agosto

Dayane Garcia (Nova Alvorada do Sul) – 3 de setembro

Iracema Rosa da Silva (Dois Irmãos do Buriti) – 8 de setembro



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