Brasil mira exportação de frutas, couro e máquinas para Sudeste Asiático

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MAPA CONTINENTES Foto Pixabay

Em uma série de reuniões realizadas pela Apex Brasil, país discute nesta semana as oportunidades e entraves de comercialização com o bloco.

Com um produto interno bruto de US$ 3,8 trilhões, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) cresce, há décadas, como nenhuma outra região do mundo. O grupo compra mais produtos do Brasil do que o próprioMercosul.

E é lá que estão concentrados, esta semana, representantes do governo brasileiro e adidos agrícolas, em uma série de reuniões realizadas pelaApex Brasil.

A região conta com 682 milhões de habitantes, o que já correspondem à metade da população da China. Por isso, desperta a atenção de diferentes países produtores, como o Brasil, que está de olho nesse bloco.

A Asean se transformou no terceiro principal destino das exportações brasileiras, sendo, por sua vez, o sexto maior fornecedor. No último ano, os embarques para o sudeste asiático ultrapassaram a marca dos 24 bilhões de dólares. Esse ano, as vendas entre os meses de janeiro a setembro aumentaram em 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exportações ao Sudeste Asiático

O gerente de Inteligência de Mercado da Apex Brasil Igor Celeste detalha os campos de expansão da parceria do país com o bloco. “Tem oportunidades para ingredientes alimentícios, por exemplo, também para frutas brasileiras, que são produtos altamente intensivos em mão de obra e que geram muito emprego no Brasil”

De acordo com ele, foram identificados uma série de segmentos nacionais que podem se beneficiar com a intensificação das exportações. “O segmento de saúde, até mesmo para a saúde animal, que também compõe o agro, a alimentação para animais, couro, ou seja, processos manufaturados e que podem se inserir aqui no mercado [asiático]. Temos visto, por exemplo, demanda para máquinas e equipamentos, inclusive no segmento agrícola, então a gente sabe que as potencialidades vão muito além do que a gente vende hoje”.

Conquistas e barreiras

Outro trabalho dos adidos agrícolas e dos 128 escritórios dos setores de promoção comercial espalhados pelo mundo é o de mapear e contornar possíveis barreiras comerciais aos produtos brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), as conquistas importantes mais recentes na região envolvem:

Por outro lado, existem barreiras importantes a serem contornadas na região:



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