Pesquisas divergem sobre vantagem de Rose e 2º lugar; juiz veta empresa que acertou em 2022

O JACARé


Na média das pesquisas, Rose tem 32,17%, Beto 18,52%, Adriane 18,42% e Camila 6,65% (Foto: Montagem)

Os institutos de pesquisas concordam que a ex-superintendente da Sudeco, Rose Modesto (União Brasil), lidera a disputa pela Prefeitura de Campo Grande, mas divergem sobre a vantagem, que varia entre 2,5 a 15 pontos percentuais. Também não concordam sobre o 2º lugar – três apontam o deputado federal Beto Pereira (PSDB) e um, a prefeita Adriane Lopes (PP).

A Justiça Eleitoral vetou a divulgação de dois levantamentos do Instituto Veritá, o único que acertou o resultado do primeiro turno nas eleições de 2022. A empresa foi a única a antecipar que o então deputado estadual Capitão Contar (PRTB) terminaria o pleito em primeiro lugar.

A última liminar para suspender a divulgação foi solicitada pela coligação de Adriane. Ela apontou que o instituto não indicou a origem dos recursos despendidos para a realização da sondagem. O outro problema foi a não comprovação da regular inscrição do estatístico Guilherme Alvarenga Laia no Conselho Regional de Estatística.

O juiz F. V. Andrade Neto impôs multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento da decisão e divulgação da pesquisa. O instituto registrou duas pesquisas e foi proibido de divulgar as duas. Outros dois institutos, 100% Cidades e Ômega, já foram proibidos de divulgar os resultados sobre as eleições para prefeito da Capital neste ano.

Aliás, o erro do Ipec na véspera do primeiro turno, que apontou o ex-governador André Puccinelli (MDB) em primeiro com 28% na véspera da eleição – ele terminou em 3º com 17,2%. Neste ano, a TV Morena trocou a empresa dos ex-executivos do Ibope pela Quaest.

Até o momento, quatro institutos conseguiram divulgar os resultados das pesquisas: Instituto Ranking Brasil Inteligência, Novo Ibrape/Campo Grande News, Quaest/TV Morena e Ômega/O Estado de MS.

Os quatro concordam que Rose lidera a disputa pela prefeitura. No entanto, há uma divergência de 10 pontos percentuais sobre os números da candidata do União Brasil, que oscila entre 27,8%, apontada pelo Novo Ibrape, e 37%, do Ranking Brasil.

Eles também divergem sobre a vantagem da ex-deputada federal sobre o principal adversário. O Ranking aponta que Rose ampliou a vantagem para 15 pontos percentuais sobre o 2º colocado, Beto Pereira. Já o Ômega aponta que a vantagem dela sobre Adriane é de apenas 2,5 pontos percentuais.

Há uma divergência de sete pontos percentuais sobre os percentuais do candidato tucano. Beto chega a 22% no Ranking Brasil, enquanto tem apenas 15% na Quaest. Ele está em 2º lugar segundo o Ranking, Novo Ibrape e Quaest.

A diferença dos percentuais de Adriane chega a 14,4 pontos percentuais, já que ela tem 28,4%, de acordo com o Ômega (o único que a aponta em 2º lugar), e 14%, conforme a sondagem da Quaest.

Camila Jara (PT) está em 4º lugar em todos os levantamentos. No entanto, a diferença entre as pesquisas chega a quase sete pontos percentuais, já que a petista chega a 9%, segundo o Quaest, mas obtém apenas 2,7% na pesquisa do Ômega.

Na média das quatro pesquisas, Rose lidera com 32,17% e obtém uma vantagem de 13,6 pontos percentuais sobre o 2º colocado. Se a eleição fosse hoje, a ex-superintendente da Sudeco estaria no 2º turno.

Beto Pereira (18,52%) e Adriane Lopes (18,42%) empatam em 2º lugar e teriam uma disputa alucinante voto a voto por uma vaga no segundo turno. A prefeita está em empate técnico graças ao levantamento da Ômega, que lhe apontou com 28,4%.

Camila teria 6,65% na média das pesquisas, enquanto Beto Figueiro (Novo) ficaria com 1,62%.

No atual momento, de acordo com o cientista político Tércio Albuquerque, o principal objetivo das pesquisas eleitorais é mostrar aos candidatos como os eleitores estão recebendo a campanha e as propostas previstas no plano de governo. Com base nas sondagens, eles podem alterar a propostas ou a forma de apresentar a mensagem para conquistar o eleitorado.

Por outro lado, Albquerque avalia que existe a possibilidade do primeiro colocado, no caso de Rose, consolidar a liderança com o início da campanha e do horário eleitoral gratuito. Enquanto os outros candidatos vão buscar aperfeiçoar para melhorar a performance nas próximas pesquisas.

O cientista político avalia que a pesquisa tem pouca influência sobre o eleitor no início da campanha eleitoral. “As mais próximas ao pleito influenciam muito aqueles que ‘não querem perder o voto’ e só votam em quem está com muita chance de ganhar. O chamado voto útil', explicou.



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