Ausência de governadores da oposição em cerimônias volta a incomodar Lula

O presidente afirmou andar de cabeça erguida por não priorizar aliados

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O presidente Lula em evento do Novo PAC Seleções, em 26 de julho de 2024. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) criticou, nesta sexta-feira 26, a ausência de governadores da oposição em cerimônias do governo federal. Na declaração, proferida durante um evento sobre o Novo PAC Seleções, o petista não citou nomes específicos.

O Palácio do Planalto convidou os 27 governadores, mas somente oito marcaram presença, enquanto outros três enviaram representantes. Compareceram ao ato em Brasília:

“Todas as vezes que viajo para um estado, convoco o governador, porque quero que ele vá. Quero que ele fale. Quero que ele diga o que tiver que dizer”, afirmou Lula. Ele criticou presidentes que “só viajavam para estado de que gostavam, para atender amigos”.

“Não é porque governo de São Paulo é oposição que vou deixar de atender projetos”, prosseguiu, em referência ao bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos). “O que nos dá direito de andar de cabeça erguida é que a gente não prioriza governador, mas a importância da obra e os benefícios que obra dará para a população.”

Em ocasiões recentes, Lula contestou especificamente a ausência de Tarcísio. Um exemplo é a cerimônia de 4 de julho em Salto, no interior paulista, na qual o presidente anunciou a entrega de 280 ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel.

“Ele não vem em nenhum lugar que eu convido', disse o presidente ao mencionar uma agenda que cumpriria em Campinas, com visita a uma obra de um terminal. “É uma obra que tem investimento da Caixa Econômica e do BNDES. Ele está convidado para vir, mas ele não vem.”

O governo federal divulgou nesta sexta novos resultados do PAC Seleções que somam 41,7 bilhões de reais em investimentos, devididos em três eixos:



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