Como Santos foi de final do Paulistão a má fase na Série B em apenas dois meses

Derrotas em sequência, titulares no departamento médico, insatisfação pelo planejamento logístico e cobranças públicas da diretoria e das organizadas marcam rotina tensa no CT Rei Pelé

REDAçãO GE


Santos vive pior momento na Série B e deixa G-4

Para saudar 2022 em ritmo de boa música e em alto astral, a TV Brasil apresenta o espetáculo que premiou os vencedores do 13º Festival de Música da Rádio Nacional FM na primeira noite do ano, neste sábado (1), às 22h30.

Com o melhor do som produzido no cerrado, o show foi realizado no Teatro da Caixa Cultural, em Brasília. A iniciativa valoriza os artistas do Distrito Federal e Entorno e oferece espaço para divulgação dos seus trabalhos na programação da rádio.

Realizado no final de novembro, o evento foi apresentado, ao vivo, pela Rádio Nacional. O espetáculo também teve transmissão pelas redes sociais dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que faz a gestão das emissoras públicas de rádio e televisão.

Os músicos finalistas concorreram em oito categorias. Os artistas disputaram seis reconhecimentos técnicos: Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Letra e Melhor Arranjo. Também foram agraciados a Música Mais Votada pela Internet e a Torcida Mais Animada.

O Festival bateu recordes na edição de 2021 com 445 músicas inscritas. A partir dessa relação, saíram as 50 semifinalistas que tocaram na Nacional FM durante dois meses. O concurso também superou as marcas anteriores de votação popular ao alcançar a histórica escala de mais de 30 mil votos na primeira fase que ajudaram a selecionar as 12 concorrentes que participam do Show da Final.

Além das apresentações dos finalistas, o especial exibido na telinha da TV Brasil ainda traz um pocket show com a Banda Base do Festival, comandada pelo maestro Marcos Farias. Os artistas se apresentaram no palco enquanto o júri estava reunido para definir os ganhadores.

A primeira edição de Festival de Música Nacional FM foi realizada em 2009. A iniciativa consolidou uma série de ações em apoio à cultura, aos artistas e à música de Brasília.

Desde então, o evento já foi realizado em auditórios ilustres como o Teatro do Sesc DF, no Silvio Borgato do Setor Comercial Sul, Teatro Garagem da 913 Sul, CCBB e Cine Brasília. Desde 2015, os Shows da Final são realizados no Teatro da Caixa Cultural Brasília, parceria importante já assegurada nas últimas sete edições.

Em sua 13ª edição, o Festival se manteve fiel a sua essência, que é abrir espaços para a execução de músicas de artistas de Brasília na programação da Nacional FM e reunir os finalistas em musicais de alta qualidade, gravados pela TV Brasil para exibição em sua programação especial de fim de ano.

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, pela TV por assinatura e por parabólica. Sintonize: tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site play.ebc.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: tvbrasil.ebc.com.br/webtv e nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e TikTok.

Edição: -

O Santos atravessa um momento de instabilidade na Série B do Brasileirão. Fora do G-4 pela primeira vez desde o início da competição, o Peixe não vence há três rodadas e vê a crise bater à porta. Apenas no início dessa semana, o clube da Vila Belmiro teve dois protestos no CT Rei Pelé e críticas públicas do presidente Marcelo Teixeira ao elenco. 

Retrato bem diferente da perspectiva de dois meses atrás, no início de abril, quando o Peixe decidiu o Campeonato Paulista de igual para igual contra o rival Palmeiras, saiu com o vice-campeonato, mas cheio de esperanças por uma Série B sem turbulências.

Até aqui, são cinco vitórias e quatro derrotas na Segunda Divisão - rendimento que deixa o Peixe na quinta colocação na tabela, atrás de América-MG (18), Goiás, Mirassol e Avaí (todos com 17 pontos), e fora da zona de classificação para a Série A de 2025. 

Mais do Peixe: + Neymar posta foto com camisa do Santos após polêmica + Santos quer atacante do Corinthians que está na Austrália + Torcedores cobram jogadores antes do treinamento no CT Rei Pelé

A situação chama atenção pelo lado negativo. Afinal, o Santos é o grande favorito ao título na competição, tem um gasto aproximado R$ 11 milhões com a folha salarial do elenco e demonstra uma clara queda técnica depois da campanha que o colocou na final do Paulistão. 

Abaixo, o ge lista os cinco motivos que transformaram o cenário do clube da Vila Belmiro. 

Idas e vindas no departamento médico 

Nas últimas quatro rodadas da Série B, o Santos viu alguns de seus titulares indo para o departamento médico e, como é comum na maioria dos clubes brasileiros, não conseguiu manter o ritmo de jogo sem seus principais nomes à disposição. 

Os atacantes Guilherme, Julio Furch e Pedrinho viraram desfalques, assim como o volante João Schmidt, o lateral Aderlan e o goleiro João Paulo, que deve retornar aos gramados apenas no ano que vem. Repleto de baixas, o técnico Fábio Carille foi obrigado a mexer na equipe, que acabou não correspondendo em campo. 

Derrota para o lanterna e perda de confiança 

Como anunciado pelo presidente Marcelo Teixeira desde o início da temporada, o Santos vendeu o mando de campo do confronto com o Botafogo-SP para a cidade de Londrina. O clube recebeu R$ 600 mil pela transação, mas deixou o interior do Paraná insatisfeito com a experiência. 

A começar pelo público considerado baixo e a sensação de um estádio vazio. Em campo, apesar das 22 finalizações ao gol adversário, o Peixe não conseguiu converter as chances criadas e foi derrotado por 2 a 1. O detalhe é que o Botafogo-SP não tinha marcado na Série B até então e era o lanterna da tabela. 

O resultado ruim e a sensação de estar jogando fora de casa uma partida que estava programada para ser disputada na Vila Belmiro mexeram com a confiança dos jogadores. 

Planejamento logístico 

O ponto alto da crise interna certamente foi a logística feita pelo clube para jogar em Londrina em uma segunda-feira e depois em Novo Horizonte na sexta-feira da mesma semana. 

Para potencializar os treinamentos e evitar desgastes longos, a diretoria do Santos optou por estender a estadia em Londrina e depois treinar em Catanduva, no interior paulista, antes de visitar o Novorizontino. A programação fez com que os jogadores ficassem uma semana inteira longe de casa. 

Houve descontentamento no elenco, evidenciado por Weslley Patati, que reclamou publicamente de uma viagem de ônibus de seis horas. Posteriormente, o garoto foi multado pela diretoria e, mais tarde, cobrado por lideranças das organizadas do Peixe. 

Críticas públicas 

O passo seguinte da instabilidade foi a entrevista do presidente Marcelo Teixeira à rádio Bandeirantes no domingo - dois dias após a derrota para o Novorizontino fora de casa.

+ Clique aqui e saiba tudo sobre o Santos

O cartola deixou claro seu descontentamento com alguns nomes do elenco, falou que cogita negociar Patrick e citou uma reformulação na próxima janela. No dia seguinte, avisou o Conselho Deliberativo que o meia Cazares deixará o clube e que emprestará o volante Nonato ao Japão. 

Ainda na segunda-feira, o executivo Alexandre Gallo atendeu a imprensa no CT Rei Pelé e, em um movimento similar ao de Marcelo Teixeira, reconheceu que o grupo precisa ser reforçado para que o Santos mantenha o objetivo de retornar à elite do futebol brasileiro com o título da Série B. 

'Papo reto' no CT 

Antes dos treinamentos de terça e quarta-feira, membros das organizadas Torcida Jovem e Sangue Jovem foram até o CT cobrar explicações de jogadores, comissão técnica e diretoria. 

As conversas foram em tom de cobrança e, embora não haja qualquer relato de violência, o papo evidenciou a crise. Alguns jogadores não ficaram satisfeitos com o acessos das organizadas ao centro de treinamento, porém escutaram as críticas sem apresentar contestações. 



COMENTÁRIOS